Referência: 8h00 de 28 de setembro de 2026 (Brasília). O petróleo volta ao centro da abertura nesta segunda-feira. O Brent ultrapassava US$ 108 por barril após a rejeição de uma proposta iraniana pelos Estados Unidos para destravar as negociações e reabrir o Estreito de Ormuz. O choque de energia eleva o risco de inflação e disputa espaço com juros americanos altos, enquanto o minério de ferro recua na Ásia. Na B3, o efeito é misto: petroleiras podem ganhar sustentação com o barril, mas dólar e taxas longas podem pesar sobre o restante da bolsa. São cenários, não uma previsão para o pregão.
Petróleo salta; Ormuz segue no radar
Às 6h59 de Brasília (9h59 GMT), os futuros do Brent estavam em US$ 108,30 por barril, alta de 3,82%; o WTI, em US$ 95,93, avanço de 3,81%, segundo a Reuters. Donald Trump rejeitou o plano apresentado pelo Irã, embora tenha indicado que conversas podem continuar nesta semana. Há sinais de recuperação parcial dos embarques pelo estreito, mas a oferta segue vulnerável a novos atrasos. A possibilidade, ainda não concretizada, de restrições americanas à exportação de diesel também importa para o Brasil, destino relevante desse combustível.
No Financial Juice, o fluxo da manhã acompanhava as falas sobre o Irã e notícias de apoio da China ao mercado imobiliário e à emissão de títulos. O pano de fundo geopolítico deve ser reavaliado ao longo do dia: os preços acima são um retrato das 6h59, não cotações em tempo real desta publicação.
Ásia, Europa, futuros dos EUA e Treasuries
Na referência da sessão asiática divulgada mais cedo pela Reuters, o Nikkei subia 0,8%, a Coreia do Sul caía 0,6% e o índice MSCI da Ásia-Pacífico sem Japão recuava 0,2%. Naquele mesmo retrato, os futuros do Euro Stoxx 50 avançavam 0,4%, os do DAX 0,3% e os do FTSE 0,2%; nos EUA, o futuro do S&P 500 cedia 0,2% e o do Nasdaq estava perto da estabilidade. Esses sinais são da madrugada e podem ter mudado antes das aberturas europeia e americana.
Os Treasuries continuam como contrapeso ao risco: o rendimento do título americano de 30 anos rondava 5,5185% no levantamento asiático da Reuters, e o de dez anos permanecia acima de 5% nas referências recentes. O índice do dólar, DXY, marcava cerca de 101,39 pontos naquela medição inicial. Juros e dólar globais altos encarecem a captação e competem por recursos que poderiam vir a emergentes.
Minério, ouro, cobre e criptoativos
| Ativo | Referência confirmada | Condição |
|---|---|---|
| Minério 62% Fe, SGX outubro/2026 (FEF2610) | US$ 94,60/t, -0,53% | Consulta indicativa à Tiger Brokers, cerca de 7h55; futuro de Singapura |
| Minério, Dalian | 705,50 yuans/t, -0,84% | Contrato principal às 11h25 na China (0h25 em Brasília), segundo ChinaFXTools; a SMM apontou -0,91% no fechamento do intervalo do meio-dia chinês |
| Ouro e cobre | Ouro COMEX -2,12%; cobre LME -1,01% | Variações da SMM às 11h41 na China; contratos distintos |
| Bitcoin e Ethereum | Próximos de US$ 82,9 mil e US$ 2,65 mil | Consulta indicativa por volta de 7h50; mercado contínuo |
O sinal do minério é negativo nos dois centros consultados, mas SGX e Dalian têm moedas, vencimentos e horários diferentes. A notícia chinesa sobre medidas para estabilizar o setor imobiliário pode influenciar expectativas de demanda por aço; por ora, não invalida a queda observada. Ouro e cobre também cediam nas referências asiáticas, em ambiente de dólar e juros firmes.
EWZ, ADRs e a abertura brasileira
O Ibovespa terminou sexta-feira em 183.476,86 pontos (-0,27%), e o dólar comercial, perto de R$ 5,18. Esses são fechamentos de 25 de setembro, não preços de hoje. O ETF brasileiro EWZ encerrou a sessão regular de sexta perto de US$ 36,82 (-0,24%).
No pré-mercado americano desta manhã, negócios indicativos em Vale (VALE), Petrobras (PBR), Bradesco (BBD) e Ambev (ABEV) devem ser lidos com cautela: liquidez limitada, horários diferentes e ajustes de preço podem distorcer comparações. Para Itaú (ITUB), Gerdau (GGB) e CSN (SID), a última referência confirmada na consulta ainda era de sexta-feira; por isso, não atribuímos a eles uma variação de hoje. O EWZ também não tem nesta edição um negócio de pré-mercado validado independentemente.
O petróleo mais caro tende a favorecer receitas ligadas à commodity, mas pode elevar custos de transporte e expectativas de inflação; já o minério fraco é um obstáculo para mineradoras e siderurgia. A combinação com Treasury e DXY elevados sugere atenção ao Ibovespa, ao USD/BRL e aos juros futuros, sem antecipar a direção de cada um. A política doméstica, inclusive pesquisas eleitorais, permanece no radar quando houver levantamento novo e verificável com potencial de alterar cenários fiscais; não tratamos sondagens já divulgadas como notícia desta manhã. Para o contexto da pesquisa anterior, veja a edição de sexta-feira.
Agenda do dia
- 8h25–8h30, Brasil: Relatório Focus do Banco Central, com expectativas para inflação, Selic, câmbio e atividade.
- Manhã, Brasil: dados do setor externo do Banco Central; confira o horário e o resultado na página oficial antes de interpretar o número.
- 11h30, EUA: pesquisa de atividade industrial do Fed de Dallas. Falas de dirigentes do Fed também podem alterar a curva de juros. Os horários são de Brasília.
Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Cotações intradiárias podem mudar rapidamente.