Arquivo de dinheiro - Nerd da Bolsa https://nerddabolsa.com.br/tag/dinheiro/ Informação para investir com inteligência Wed, 05 Aug 2026 11:47:29 +0000 pt-BR hourly 1 https://wordpress.org/?v=7.0.2 https://nerddabolsa.com.br/wp-content/uploads/2026/08/cropped-nb-favicon-512-32x32.png Arquivo de dinheiro - Nerd da Bolsa https://nerddabolsa.com.br/tag/dinheiro/ 32 32 Copom, Ásia em alta e petróleo sobe https://nerddabolsa.com.br/2026/08/05/copom-asia-em-alta-e-petroleo-sobe/ Wed, 05 Aug 2026 11:42:43 +0000 https://nerddabolsa.com.br/?p=50 Bolsas asiáticas acompanharam os recordes de Wall Street, enquanto petróleo e minério de ferro avançam. No Brasil, a decisão sobre a Selic deve comandar o comportamento do Ibovespa, do dólar e dos juros. Atualizado em 5 de agosto de 2026, às 08h29, pelo horário de Brasília. O mercado hoje começa com um ambiente externo favorável […]

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Bolsas asiáticas acompanharam os recordes de Wall Street, enquanto petróleo e minério de ferro avançam. No Brasil, a decisão sobre a Selic deve comandar o comportamento do Ibovespa, do dólar e dos juros.

Atualizado em 5 de agosto de 2026, às 08h29, pelo horário de Brasília.

O mercado hoje começa com um ambiente externo favorável aos ativos de risco, após uma forte valorização das bolsas asiáticas e novos recordes nos Estados Unidos. No Brasil, entretanto, o otimismo internacional divide espaço com a cautela antes da decisão do Comitê de Política Monetária, o Copom.

Os futuros de Wall Street operavam em alta, enquanto petróleo, minério de ferro e ouro avançavam. O dólar permanecia praticamente estável diante do real, próximo de R$ 5,14.

A combinação sugere uma abertura construtiva para o Ibovespa, mas a falta de direção uniforme entre os ADRs brasileiros e a proximidade da decisão sobre a Selic recomendam uma leitura equilibrada.

Mercado internacional mantém apetite por risco

O principal impulso para os mercados globais veio do fechamento de terça-feira nos Estados Unidos. O S&P 500 avançou 1,8%, o Dow Jones subiu 1,7% e o Nasdaq Composite ganhou 2,6%.

Resultados corporativos positivos e a valorização das empresas ligadas à inteligência artificial e aos semicondutores sustentaram o movimento. A Palantir, por exemplo, saltou 29,5% depois de informar crescimento de 93% na receita.

A redução do preço do petróleo e o recuo dos juros dos títulos americanos também contribuíram para o desempenho das bolsas. O rendimento do Treasury de dez anos encerrou a sessão ao redor de 4,62%, abaixo dos 4,70% observados anteriormente.

A pesquisa Jolts mostrou aproximadamente 7,4 milhões de vagas abertas nos Estados Unidos, resultado próximo das expectativas. O panorama internacional foi detalhado pela Associated Press.

Futuros de Wall Street avançam

Os futuros americanos continuavam positivos durante a manhã desta quarta-feira:

ContratoCotaçãoVariaçãoHorário
E-mini S&P 500 — set/267.797,75+0,42%08h18
E-mini Nasdaq 100 — set/2629.904,25+0,14%08h18
Mini Dow — set/2654.482+0,39%08h18

As cotações são parciais e foram compiladas a partir do mercado eletrônico pelo Yahoo Finance.

No último fechamento consolidado, os índices americanos registraram:

ÍndicePontosVariação
Dow Jones54.085,88+1,7%
S&P 5007.736,52+1,8%
Nasdaq Composite26.584,99+2,6%
Russell 20003.036,98+1,8%

Os números foram conferidos na cobertura de fechamento da Associated Press.

Ásia dispara com tecnologia e semicondutores

As bolsas asiáticas encerraram o pregão com forte valorização. Empresas de tecnologia acompanharam o movimento do Nasdaq e lideraram os ganhos na região.

MercadoFechamentoVariação
Nikkei 22566.300,44+3,7%
Kospi6.598,26+3,8%
Taiex+2,9%
Xangai3.878,43+1,5%
Hang Seng25.915,82+0,4%
ASX 2009.227,80+0,9%

Na Índia, o Sensex recuava aproximadamente 0,2% depois que o banco central manteve a taxa de recompra em 5,25%.

Europa perde parte do impulso inicial

As bolsas europeias abriram em alta, mas perderam força durante as primeiras horas de negociação:

ÍndiceCotaçãoVariação
DAX26.212,81+0,04%
CAC 408.668,99+0,03%
Euro Stoxx 506.489,09+0,04%
FTSE 10010.844,56-0,32%

Os dados são parciais, com referência às 08h16, e podem apresentar atraso do provedor.

Petróleo reage, mas geopolítica mantém volatilidade

O petróleo recuperava parte das perdas registradas na sessão anterior. Na terça-feira, o Brent caiu mais de 5% diante da expectativa de negociações envolvendo Estados Unidos, Irã e a circulação de embarcações no Estreito de Ormuz.

Nesta manhã, o Brent avançava 1,34%, enquanto o WTI subia 0,50%.

CommodityContrato ou mercadoPreçoVariaçãoStatus
BrentReferência contínuaUS$ 80,42 por barril+1,34%Parcial
WTISet/26US$ 76,15 por barril+0,50%Parcial
OuroDez/26US$ 4.231,40 por onça+1,90%Parcial
CobreSet/26US$ 6,647 por libra+0,05%Parcial

A possibilidade de negociação reduz parte do prêmio de risco geopolítico, mas o mercado continua sujeito a oscilações bruscas. Qualquer interrupção nas tratativas envolvendo o Estreito de Ormuz pode recolocar pressão sobre o petróleo e sobre as expectativas de inflação.

Minério de ferro sobe em Cingapura e Dalian

O minério de ferro também apresentava valorização, oferecendo suporte moderado às ações de mineração e siderurgia.

Em Cingapura, o contrato FEF2608 avançava 0,48%, para US$ 94,10 por tonelada. Na Bolsa de Dalian, o contrato I2609 encerrou a sessão a 706 yuans por tonelada, alta de 0,93% diante do ajuste anterior de 699,50 yuans.

MercadoContratoPreçoVariação
CingapuraFEF2608US$ 94,10/t+0,48%
DalianI2609706 yuans/t+0,93%

O ajuste oficial do contrato de Dalian ficou em 701 yuans por tonelada. As referências foram verificadas no contrato FEF2608 negociado em Cingapura e nos dados da Dalian Commodity Exchange.

Dólar opera próximo da estabilidade

O dólar indicativo era negociado a R$ 5,1397, alta marginal de 0,02% sobre a referência anterior, às 08h25.

Essa é uma cotação eletrônica anterior à abertura regular da B3 e não deve ser confundida com o fechamento do dólar comercial.

No exterior, o índice DXY recuava 0,12%, para 99,74 pontos. O dólar mais fraco e a valorização das bolsas internacionais favorecem moedas emergentes, mas a decisão do Copom pode alterar o comportamento do real durante a sessão.

Não havia cotação consolidada e confiável para o dólar futuro da B3 no horário de referência.

Bitcoin e Ethereum operam perto da estabilidade

As principais criptomoedas apresentavam variações moderadas antes dos indicadores econômicos dos Estados Unidos.

CriptoativoPreçoVariação em 24 horas
BitcoinUS$ 64.033+0,50%
EthereumUS$ 1.867,57+0,04%

Os dados foram consultados no CoinGecko e conferidos com uma segunda referência de mercado.

O desempenho praticamente lateral indica cautela antes dos números de emprego e atividade nos Estados Unidos. Surpresas nos indicadores podem afetar as expectativas para o Federal Reserve, os juros americanos e a liquidez disponível para ativos de maior risco.

Ibovespa aguarda decisão do Copom

O Ibovespa encerrou a sessão anterior aos 177.895 pontos, queda de 105 pontos, equivalente a 0,06%.

Durante o pregão, o principal índice da B3 alcançou máxima de 180.680 pontos e mínima de 177.581 pontos. O fechamento foi conferido no Yahoo Finance e confrontado com as informações institucionais da B3.

O volume apresentado pelo provedor não estava identificado como volume financeiro consolidado e, por isso, não foi utilizado.

Na pré-abertura, os sinais eram mistos:

  • O EWZ, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos, subia 0,06%.
  • A ADR da Vale recuava 0,27%, apesar da valorização do minério.
  • A Petrobras avançava 0,64%, acompanhando a recuperação do petróleo.
  • Itaú registrava queda de 0,17%.
  • Nubank avançava 0,56%.

O provedor não disponibilizou volume consolidado para essas negociações. Os movimentos devem ser interpretados com cautela, especialmente nos ativos com preços antigos ou baixa liquidez no pré-market.

Copom decide novo patamar da Selic

A decisão do Copom é o principal evento doméstico do dia. A Selic encontra-se em 14,25% ao ano e a expectativa predominante aponta para um corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa para 14%.

A reunião ocorre nos dias 4 e 5 de agosto, conforme o calendário oficial do Banco Central.

O corte esperado, entretanto, representa apenas parte da decisão. O mercado também avaliará atentamente o comunicado em busca de indicações sobre:

  • espaço para novas reduções da Selic;
  • riscos relacionados à inflação;
  • impacto da alta do petróleo;
  • comportamento da atividade econômica;
  • equilíbrio das contas públicas.

Uma comunicação mais cautelosa pode sustentar os juros futuros e o real. Uma sinalização mais flexível pode levar o mercado a ampliar as expectativas de cortes nas próximas reuniões.

Agenda econômica desta quarta-feira

Horário de BrasíliaEventoConsensoAnterior
09h15EUA — ADP de emprego privado+68 mil+98 mil
11h00EUA — ISM de serviços54,5 pontos54,0 pontos
Após o fechamentoBrasil — decisão do CopomSelic em 14,00%14,25%

Os horários americanos foram confirmados no calendário do Federal Reserve de Nova York. O cronograma do indicador de serviços está disponível no Institute for Supply Management.

O que esperar do mercado hoje

O cenário externo oferece uma base moderadamente positiva para o Ibovespa. Bolsas asiáticas em forte alta, futuros americanos positivos, minério valorizado e recuperação do petróleo podem favorecer ações ligadas a commodities.

Ainda assim, a falta de direção uniforme entre os ADRs e a decisão do Copom devem limitar movimentos mais consistentes antes do anúncio.

No câmbio, a queda do DXY e o maior apetite por risco ajudam o real. O comportamento do dólar ao longo da sessão, porém, dependerá da leitura do mercado sobre a decisão e o comunicado do Banco Central.

Na curva de juros, o texto do Copom pode ser mais relevante do que o corte esperado de 0,25 ponto. Investidores buscarão sinais sobre o ritmo das próximas decisões e sobre os riscos que podem limitar a continuidade da flexibilização monetária.

O principal risco permanece no cenário geopolítico. Uma interrupção das negociações envolvendo o Estreito de Ormuz pode provocar nova alta do petróleo, pressionar a inflação internacional e elevar os juros globais.

Do lado positivo, a continuidade da valorização das bolsas, acompanhada por dólar mais fraco e preços firmes das commodities, pode melhorar o desempenho dos ativos brasileiros.

Este conteúdo possui caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos.

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