Horário de referência: 7h25 de Brasília, em 21 de agosto de 2026.
Os mercados chegam à sexta-feira divididos entre uma melhora moderada nos futuros de Nova York e a volta da pressão nos juros longos dos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de 10 anos orbitava 4,69%, enquanto o de 30 anos estava perto de 5,24%. A reação mostra que o plano do Tesouro americano de ampliar as recompras de títulos teve efeito limitado sobre a percepção de oferta de dívida e inflação. No Financial Juice, a leitura de risco das 7h23 de Brasília destacava justamente que o rali dos títulos perdeu força, enquanto petróleo e inflação voltaram ao centro das atenções.
Para o Brasil, o quadro externo mistura um freio para ativos de risco — vindo dos juros americanos — e suporte para empresas ligadas a commodities. O Brent permanecia perto de US$ 94 por barril, o minério de ferro ficou praticamente estável em Dalian e, no pré-mercado de Nova York, EWZ, Vale e Petrobras operavam em alta. Os números abaixo são fotografia de mercado, não recomendação de investimento.
Resumo do mercado hoje
| Ativo | Referência | Variação |
|---|---|---|
| Futuro do S&P 500 | 7.686,75 pontos | +0,32% |
| Futuro do Nasdaq 100 | 29.485,25 pontos | +0,63% |
| Futuro do Dow Jones | 53.012 pontos | +0,31% |
| Treasury de 10 anos | 4,69% | perto da máxima recente |
| DXY | 98,64 pontos | -0,26% |
| USD/BRL | R$ 5,19 | indicativo eletrônico |
| Brent | US$ 94,14 | +0,38% |
| WTI | US$ 87,35 | -0,55% |
| Ouro | US$ 4.636,20 por onça | +2,65% |
| Cobre | US$ 6,5805 por libra | +1,87% |
| Bitcoin | US$ 78,0 mil | +6,8% |
| Ethereum | US$ 2.404 | +3,3% |
Ásia fecha mista; Europa abre perto da estabilidade
Na Ásia, o Nikkei 225 recuou 0,30%, a 66.016 pontos, após a inflação cheia do Japão acelerar para 1,9% em julho. O Kospi subiu 0,88%, o Hang Seng avançou 1,21% e o índice de Xangai teve alta de 0,04%. O conjunto sugere apetite seletivo: ações de Hong Kong e Coreia ganharam espaço, mas os juros globais ainda impediram um movimento uniforme.
Na Europa, por volta do horário de referência, o FTSE 100 oscilava perto da estabilidade, o DAX ganhava cerca de 0,21% e o CAC 40 avançava aproximadamente 0,06%. Em Nova York, os futuros apontavam recuperação parcial depois das perdas de quinta-feira, quando S&P 500, Dow Jones e Nasdaq recuaram.
Os PMIs preliminares já divulgados reforçaram a leitura de atividade resiliente. O composto da Zona do Euro marcou 52,1, acima da projeção de 51,7, e o industrial chegou a 52,8, contra 51,8 esperado. No Reino Unido, o composto ficou em 52,5, também acima da estimativa de 51,6. A Alemanha teve quadro misto: indústria forte em 54,1, mas serviços em contração, a 48,5. Os dados sustentam ações cíclicas, porém podem dificultar uma queda mais firme dos rendimentos dos títulos.
Treasuries são o principal freio para as bolsas
O Tesouro dos EUA anunciou que pretende dobrar para US$ 4 bilhões o tamanho de operações de recompra de títulos longos, com possibilidade de valores maiores. A medida chegou a derrubar os rendimentos, mas o movimento não se sustentou. O Treasury de 10 anos voltou a 4,69% e o de 30 anos rondava 5,24%.
Juros longos mais altos elevam a taxa de desconto usada na avaliação de empresas e encarecem o financiamento da economia. Para mercados emergentes, também aumentam a competição por capital. A queda do DXY para 98,64 pontos oferecia algum alívio, mas o dólar futuro equivalente ao USD/BRL permanecia perto de R$ 5,19.
Petróleo continua elevado perto de US$ 94
O Brent era negociado a US$ 94,14 por barril, perto da estabilidade no dia e a caminho de uma segunda semana de alta. Mais cedo, o contrato chegou a US$ 94,71, máxima de um mês, segundo a Reuters. O WTI aparecia a US$ 87,35. O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e as restrições de fluxo pelo Estreito de Ormuz continuam sustentando um prêmio de risco na energia.
Para a B3, petróleo elevado tende a favorecer a geração de caixa de produtoras, mas também amplia a preocupação com inflação e juros. Esse equilíbrio foi discutido no resumo do mercado de 20 de agosto, quando o Brent já operava acima de US$ 93.
Minério de ferro: Dalian quase estável e SGX em alta no dado disponível
No contrato setembro de 2026 da Bolsa de Dalian, o minério de ferro encerrou a 719,50 yuans por tonelada, baixa de 0,07% sobre o ajuste anterior de 720,00 yuans. O preço de ajuste do dia ficou em 720,00 yuans, sem variação. A leitura usa o campo de ajuste anterior do próprio feed, evitando comparar o último negócio com uma referência de sessão diferente.
Em Singapura, a última cotação atrasada disponível para o contrato agosto de 2026 do TSI 62% indicava US$ 95,70 por tonelada, alta de 0,63% sobre o ajuste de US$ 95,10. Como o feed acessível é atrasado, o dado é apresentado com essa ressalva e não como preço em tempo real.
EWZ e ADRs brasileiras no pré-mercado
Às 7h25 de Brasília, o EWZ subia 0,64%, a US$ 34,36, com 6.790 cotas negociadas no pré-mercado da Nasdaq. A Vale avançava 1,41%, a US$ 14,43, com 3.420 ADRs. Petrobras, negociada pelo código PBR, ganhava 0,42%, a US$ 19,09, com volume de 5.162 ADRs; a classe PBR.A subia 0,47%, a US$ 17,1196, com 527 papéis.
| Ativo em Nova York | Preço | Variação | Volume no pré-mercado |
|---|---|---|---|
| EWZ | US$ 34,36 | +0,64% | 6.790 |
| Vale (VALE) | US$ 14,43 | +1,41% | 3.420 |
| Petrobras (PBR) | US$ 19,09 | +0,42% | 5.162 |
| Petrobras (PBR.A) | US$ 17,1196 | +0,47% | 527 |
| Bradesco (BBD) | US$ 2,9987 | +0,63% | 455 |
| Ambev (ABEV) | US$ 2,8456 | +0,55% | 705 |
| Itaú (ITUB) | US$ 7,17 no fechamento | sem negócio no pré-mercado | — |
| Gerdau (GGB) | US$ 4,2852 no fechamento | sem negócio no pré-mercado | — |
| CSN (SID) | US$ 0,8913 no fechamento | sem negócio no pré-mercado | — |
Os preços foram comparados exclusivamente com o fechamento regular de 20 de agosto informado pela Nasdaq. Onde não havia negócio no pré-mercado, o texto mantém o último fechamento e deixa explícita a ausência de volume.
Agenda econômica de Brasil e Estados Unidos
No Brasil, a agenda oficial é esvaziada e não traz um indicador doméstico de primeira linha nesta manhã. O mercado deve reagir sobretudo ao exterior, à curva de juros americana, ao petróleo e às manchetes fiscais e políticas locais.
Nos Estados Unidos, o S&P Global divulga às 10h45 de Brasília as leituras preliminares de agosto dos PMIs industrial, de serviços e composto. Às 11h, o Bureau of Labor Statistics publica o emprego e desemprego por estado referente a julho. O PMI de serviços tinha leitura anterior de 54,6, o industrial de 53,9 e o composto de 54,5.
O que observar em Ibovespa, dólar e juros
Ibovespa: o pré-mercado positivo de EWZ, Vale e Petrobras e o petróleo elevado formam uma abertura potencialmente favorável para pesos-pesados do índice. A trava vem dos Treasuries altos e do risco de volatilidade depois dos PMIs.
Dólar: o DXY mais fraco ajuda o real, mas o rendimento de 10 anos perto de 4,69% limita a folga. A região de R$ 5,19 é a referência eletrônica inicial, antes de maior liquidez no mercado doméstico.
Juros: a curva brasileira pode sentir dois vetores opostos. O dólar global mais fraco é benigno, enquanto petróleo acima de US$ 90 e Treasuries longos elevados mantêm prêmio de inflação e risco. Os PMIs dos EUA podem definir qual força prevalece.
Fontes e metodologia
- Associated Press, para bolsas globais e Treasuries;
- Reuters, via Euronext, para bolsas europeias, Treasuries e petróleo;
- Financial Juice, consultado para o radar da sessão americana;
- Bureau of Labor Statistics e S&P Global, para a agenda;
- Nasdaq, Yahoo Finance, Sina Finance/Dalian e feed atrasado Tiger/SGX para as cotações. Variações foram recalculadas contra o fechamento ou ajuste anterior da mesma sessão.
Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de compra ou venda de ativos.