Mercado hoje: Nvidia no radar e petróleo cai quase 3%

Mercados aguardam o balanço da Nvidia, enquanto o petróleo cai quase 3%. Veja bolsas globais, minério de ferro, dólar, ADRs brasileiras e a agenda desta quarta-feira.

Atualizado às 7h25 (horário de Brasília). O mercado hoje chega à quarta-feira, 26 de agosto de 2026, em compasso de espera pelo balanço da Nvidia, previsto para depois do fechamento de Nova York. Ao mesmo tempo, a retomada das conversas entre Irã e Omã sobre o Estreito de Ormuz derruba o petróleo em quase 3%, reduz parte da pressão recente sobre a inflação e os juros globais.

Para a B3, o sinal é misto. A queda do petróleo tende a pesar sobre Petrobras e outras produtoras, mas o minério de ferro fechou em alta em Dalian e avançava em Singapura, enquanto Vale e os grandes bancos brasileiros apareciam no campo positivo no pré-mercado de Nova York. No Brasil, o IPCA-15 de agosto, às 9h, pode redefinir o rumo do dólar e da curva de juros logo no início do pregão.

O que importa antes da abertura

  • Os futuros dos Estados Unidos operavam sem direção única: S&P 500 cedia 0,10%, Nasdaq 100 recuava 0,27% e Dow Jones ficava perto da estabilidade.
  • O Brent caía 2,66%, a US$ 84,95 por barril, e o WTI recuava 2,67%, a US$ 80,16, com expectativas de avanço nas negociações sobre Ormuz.
  • O minério de ferro para janeiro de 2027 fechou em alta em Dalian; em Singapura, o contrato de outubro subia 0,92%.
  • O IPCA-15 brasileiro sai às 9h; às 9h30, os Estados Unidos divulgam PCE, renda e gastos pessoais e a segunda leitura do PIB do segundo trimestre.
  • A Nvidia publica o resultado do segundo trimestre fiscal de 2027 às 17h20, com teleconferência às 18h, segundo o calendário do Financial Juice.

Ásia sobe; Europa e futuros dos EUA ficam mistos

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta. A queda do petróleo favoreceu países importadores de energia, enquanto a expectativa em torno da inteligência artificial sustentou ações de tecnologia antes do balanço da Nvidia. Na Europa, o movimento era mais contido: DAX e CAC 40 avançavam, mas o FTSE 100 recuava levemente.

MercadoNívelVariação
Nikkei 22566.262,16+0,62%
Kospi6.808,21+0,97%
Hang Seng25.652,97+0,56%
Xangai Composto3.912,52+0,59%
DAX26.322,27+0,21%
CAC 408.475,67+0,43%
FTSE 10010.873,39-0,12%
Futuro do S&P 5007.684,50-0,10%
Futuro do Nasdaq 10029.198,75-0,27%
Futuro do Dow Jones53.653+0,02%

Índices asiáticos no fechamento; Europa e futuros dos EUA consultados entre 7h09 e 7h15 de Brasília. Os níveis podem mudar até a abertura da B3.

Nvidia concentra as atenções do mercado hoje

A Nvidia divulga o balanço depois do fechamento de Wall Street. O ponto central não será apenas o resultado do trimestre, mas a sinalização sobre demanda por infraestrutura de inteligência artificial, margens e ritmo de investimentos dos grandes clientes. A Reuters informa que analistas esperam uma projeção de crescimento de 82,8% da receita do terceiro trimestre, para US$ 104,2 bilhões, com margem bruta ajustada ao redor de 75%.

O evento ajuda a explicar a cautela dos futuros: o contrato do Nasdaq 100 recuava mais do que S&P 500 e Dow Jones. No resumo de terça-feira do Nerd da Bolsa, petróleo e Nvidia já apareciam como os dois vetores centrais da semana; nesta quarta, o balanço se torna o principal teste para o setor de tecnologia.

Treasuries, DXY e dólar contra o real

Os juros dos Treasuries apresentavam pequenas oscilações na manhã. O rendimento de dois anos estava em 4,201%, o de dez anos em 4,644% e o de 30 anos em 5,179%. A queda do petróleo alivia parte da preocupação inflacionária, mas os vencimentos longos continuam sensíveis ao quadro fiscal dos Estados Unidos e à política de recompras de títulos pelo Tesouro americano.

O DXY avançava 0,09%, aos 99,00 pontos. No mercado eletrônico, antes da abertura oficial do câmbio brasileiro, o USD/BRL era indicado a R$ 5,1480. A referência é indicativa e não substitui a cotação do dólar à vista no Brasil, que encerrou a terça-feira a R$ 5,1414, em queda de 0,23%.

Bitcoin, Ethereum, ouro e cobre

Às 7h25 de Brasília, o Bitcoin era cotado perto de US$ 78.560, praticamente estável em relação à referência anterior do provedor, enquanto o Ethereum subia 0,42%, a aproximadamente US$ 2.453. O ouro futuro recuava 0,42%, a US$ 4.675,00 por onça-troy, e o cobre cedia 0,08%, a US$ 6,8100 por libra-peso.

Petróleo cai quase 3% com negociações sobre Ormuz

O Brent de primeiro vencimento caía 2,66%, a US$ 84,95 por barril, e o WTI recuava 2,67%, a US$ 80,16, às 7h15 de Brasília. Segundo a Reuters, Irã e Omã retomaram conversas para administrar o tráfego pelo Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de um quinto do petróleo negociado no mundo antes da guerra.

O recuo oferece alívio para expectativas de inflação e juros, mas ainda depende de uma normalização efetiva do tráfego marítimo. Para a B3, o movimento reduz o suporte externo a Petrobras, que já havia caído mais de 2% na terça-feira, apesar da alta de 1,55% do Ibovespa.

Minério de ferro sobe em Dalian e Singapura

Na Bolsa de Commodities de Dalian, o contrato de janeiro de 2027 encerrou a sessão diurna com ajuste de 718,50 yuans por tonelada, alta de 0,28% sobre o ajuste anterior de 716,50 yuans. O último negócio ocorreu a 720,00 yuans, avanço de 0,49% sobre o ajuste anterior. O volume chegou a 560.745 contratos, com 238.458 posições em aberto. A sessão terminou às 15h03 na China, ou 4h03 de Brasília.

Em Singapura, o contrato TSI de minério de ferro 62% para outubro de 2026 — o mais líquido entre os vencimentos próximos consultados — era negociado a US$ 98,00 por tonelada, alta de 0,92% sobre o ajuste anterior de US$ 97,11. O volume era de 12.102 contratos e as posições em aberto somavam 334.952. A última atualização disponível para esse contrato era de 1h43 de Brasília.

EWZ e ativos brasileiros em Nova York

O pré-mercado apontava alta para o EWZ, Vale, bancos e Nubank, enquanto as ADRs da Petrobras acompanhavam a queda do petróleo. A liquidez ainda era reduzida: o feed intradiário não publicou volume consolidado, por isso a atividade abaixo é mostrada pelo número de barras de um minuto com negócios disponíveis desde as 5h de Brasília. Leituras com poucos minutos ativos podem oscilar bastante.

AtivoPré-mercadoVariaçãoÚltimo registroAtividade no feed
EWZUS$ 35,80+1,79%6h5616 min
Vale (VALE)US$ 15,28+1,60%6h317 min
Petrobras (PBR)US$ 17,73-1,88%7h0020 min
Petrobras PN (PBR.A)US$ 16,07-1,05%7h0414 min
Itaú (ITUB)US$ 7,68+2,13%6h5613 min
Bradesco (BBD)US$ 3,25+3,17%6h4515 min
Ambev (ABEV)US$ 2,94+0,68%6h4714 min
Gerdau (GGB)US$ 4,40+1,62%6h024 min
CSN (SID)US$ 1,00-2,91%6h244 min
Nubank (NU)US$ 15,14+2,58%7h2029 min

Variações calculadas sobre o fechamento regular anterior. Pré-mercado de baixa liquidez; preços e percentuais podem mudar rapidamente.

Agenda econômica de 26 de agosto

Horário de BrasíliaEventoPaís
8h00INCC-M de agosto e Sondagem da ConstruçãoBrasil
9h00IPCA-15 de agostoBrasil
9h30PCE, núcleo do PCE, renda e gastos pessoais, bens duráveis e segunda leitura do PIB do segundo trimestreEUA
11h30Estoques semanais de petróleo, gasolina e destilados da EIAEUA
12h45Discurso de Thomas Barkin, do Federal ReserveEUA
14h00Leilão de notas do Tesouro de cinco anosEUA
17h20Balanço da NvidiaEUA
18h00Teleconferência da NvidiaEUA

Leitura para Ibovespa, dólar e juros

Ibovespa: o índice chega de cinco altas consecutivas e fechou a terça-feira aos 174.576,80 pontos, com ganho de 1,55%. A alta do minério e o sinal positivo de Vale e dos bancos no exterior oferecem suporte, mas o tom deve ser limitado pela queda do petróleo e pela espera do IPCA-15. Petrobras tende a ser o principal contraponto negativo entre as ações de maior peso.

Dólar: o DXY levemente positivo e a proximidade do IPCA-15 deixam o real sem direção clara antes da abertura. Um dado de inflação acima do esperado pode pressionar a curva de juros local e aumentar a volatilidade do câmbio; o alívio do petróleo, por outro lado, reduz parte do impulso inflacionário externo.

Juros: a primeira reação deve vir do IPCA-15. Depois, PCE e PIB dos Estados Unidos podem alterar os Treasuries e contaminar a parte longa da curva brasileira. A queda do petróleo é um vetor de alívio, mas rendimentos americanos ainda altos mantêm as condições financeiras apertadas.

Este conteúdo tem caráter exclusivamente informativo e não constitui recomendação de investimento. Cotações intradiárias podem mudar rapidamente.

Fontes