Atualizado às 7h21 (horário de Brasília), em 25 de agosto de 2026.
O mercado hoje começa com maior apetite por risco nas bolsas, mas com uma queda próxima de 3% no petróleo. Os futuros de Nova York e os índices europeus avançam antes do balanço da Nvidia, enquanto os rendimentos longos dos Treasuries devolvem parte da alta recente. Para a B3, a combinação favorece o humor geral, mas cria um contraponto importante para Petrobras e outros ativos ligados ao petróleo.
O movimento sucede um pregão no qual o Ibovespa avançou 0,51%, aos 171.906,72 pontos, e o dólar à vista fechou a R$ 5,1532, em alta de 0,16%. Veja também o resumo do mercado de segunda-feira.
Resumo executivo
- Petróleo: Brent recuava 2,67%, a US$ 88,12, e WTI caía 2,91%, a US$ 82,54, devolvendo parte da forte valorização da semana anterior.
- Estados Unidos: futuros do S&P 500 subiam 0,52%, os do Nasdaq 100 avançavam 1,03% e os do Dow Jones ganhavam 0,48%.
- Juros e dólar: o Treasury de 10 anos operava ao redor de 4,70%, o de 30 anos perto de 5,23%, e o DXY estava praticamente estável, em 99,01 pontos.
- Brasil em Nova York: EWZ avançava 0,54%, Vale subia 0,33% e Nu ganhava 0,95%; Petrobras recuava no pré-mercado, acompanhando o petróleo.
- Agenda: no Brasil, a FGV divulga a confiança do consumidor e o IPC-S Capitais às 8h. Nos EUA, o radar inclui preços de imóveis, vendas de casas novas e confiança do consumidor.
Panorama dos mercados globais
As bolsas internacionais apresentam viés positivo nesta manhã. A tecnologia tenta se recuperar das perdas da véspera, enquanto investidores aguardam o resultado da Nvidia, previsto para quarta-feira após o fechamento. O Financial Juice destaca petróleo, títulos públicos, inflação PCE, Nvidia e a participação do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, em Jackson Hole como os principais temas da semana.
O alívio parcial nos Treasuries também ajuda os ativos de risco. O rendimento do título de 10 anos estava ao redor de 4,70%, depois de 4,74% no encerramento de sexta-feira, enquanto o de 30 anos se aproximava de 5,23%. Os rendimentos se movem em sentido inverso aos preços dos títulos.
Dólar, real e criptomoedas
| Ativo | Cotação | Variação |
|---|---|---|
| DXY | 99,01 pontos | próximo da estabilidade |
| USD/BRL eletrônico | R$ 5,1540 | próximo da estabilidade |
| Bitcoin | US$ 79.358,72 | +0,48% |
| Ethereum | US$ 2.478,21 | -0,17% |
A referência eletrônica do USD/BRL antes da abertura não equivale ao fechamento oficial do mercado à vista. O dólar comercial encerrou segunda-feira a R$ 5,1532, com alta de 0,16%. DXY estável e Treasuries longos menos pressionados reduzem o vento contrário externo para moedas emergentes, mas os dados dos EUA e o fluxo doméstico podem mudar o quadro ao longo do pregão.
Commodities: petróleo, minério, ouro e cobre
| Ativo | Cotação | Variação |
|---|---|---|
| Brent | US$ 88,12 por barril | -2,67% |
| WTI | US$ 82,54 por barril | -2,91% |
| Minério SGX — setembro | US$ 97,10 por tonelada | -0,34% |
| Minério Dalian — janeiro | 713,5 yuans por tonelada | -0,28% pelo último negócio |
| Ouro | US$ 4.692,40 por onça | -0,12% |
| Cobre | US$ 6,64 por libra | +0,55% |
O petróleo cai mesmo após a nova rodada de pressão dos Estados Unidos sobre países e empresas que mantenham relações econômicas com o Irã. A leitura mais imediata é de realização depois da alta de 6,6% do Brent na semana passada, ainda com o risco geopolítico no radar. Para o Ibovespa, a queda próxima de 3% tende a pesar sobre Petrobras e pode limitar o efeito positivo do exterior.
No minério de ferro, o contrato de setembro da SGX — o mais líquido entre os vencimentos consultados — negociava a US$ 97,10 por tonelada, queda de 0,34%, com cerca de 32 mil contratos. Em Dalian, o contrato janeiro encerrou a 713,5 yuans por tonelada no último negócio, 0,28% abaixo do ajuste anterior de 715,5 yuans; o preço de ajuste do dia ficou em 716,5 yuans. O contrato movimentou 553.477 lotes e terminou com 233.317 contratos em aberto. A distinção entre último preço e ajuste é importante porque as duas referências produzem variações diferentes.
Ásia, Europa e futuros dos EUA
Fechamento na Ásia
| Índice | Fechamento | Variação |
|---|---|---|
| Nikkei 225 | 65.856,43 | +0,50% |
| Kospi | 6.742,74 | +0,68% |
| Hang Seng | 25.511,10 | -0,02% |
| Xangai Composto | 3.889,44 | +0,19% |
Europa por volta das 7h06
| Índice | Cotação | Variação |
|---|---|---|
| DAX | 26.311,26 | +0,78% |
| CAC 40 | 8.486,24 | +0,39% |
| FTSE 100 | 10.863,94 | +0,09% |
Futuros de Nova York por volta das 7h11
| Contrato | Cotação | Variação |
|---|---|---|
| S&P 500 | 7.709,50 | +0,52% |
| Nasdaq 100 | 29.404,25 | +1,03% |
| Dow Jones | 53.744 | +0,48% |
O quadro externo é construtivo para a abertura, com alta em Tóquio e Seul, avanço moderado na Europa e recuperação mais forte dos futuros de tecnologia nos EUA. A cautela continua concentrada na Nvidia, nos indicadores americanos e na trajetória dos juros longos.
EWZ e ativos brasileiros no pré-mercado
Referência entre 7h19 e 7h21 de Brasília. As cotações abaixo são do pré-mercado e podem mudar rapidamente. Quando não havia preço consolidado, o último negócio foi marcado como esparso e acompanhado do volume.
| Ativo | Preço | Variação | Volume |
|---|---|---|---|
| EWZ | US$ 35,36 | +0,54% | 5.348 |
| Vale (VALE) | US$ 15,09 | +0,33% | 5.304 |
| Petrobras (PBR) | US$ 17,98 | -0,50% | 54.909 |
| Petrobras (PBR.A) | US$ 16,21 | -0,19% | 19.794 |
| Itaú (ITUB) | US$ 7,55 | +0,40% | 103 — esparso |
| Bradesco (BBD) | US$ 3,15 | 0,00% | 889 |
| Ambev (ABEV) | US$ 2,94 | +0,68% | 122 — esparso |
| Gerdau (GGB) | US$ 4,27 | -1,39% | 201 — esparso |
| CSN (SID) | US$ 1,04 | +0,97% | 116 — esparso |
| Nu Holdings (NU) | US$ 14,9009 | +0,95% | 43.544 |
O EWZ e os ativos de maior liquidez indicam viés positivo, mas não uniforme. Vale e Nu avançam, enquanto Petrobras acompanha a pressão sobre o petróleo. Nos papéis com volume muito baixo, a variação isolada não deve ser interpretada como sinal confiável para a abertura da B3.
Agenda econômica de hoje
Brasil
- 8h: FGV — Sondagem do Consumidor de agosto.
- 8h: FGV — IPC-S Capitais da terceira quadrissemana de agosto.
- Quarta-feira, 26 de agosto: IBGE divulga o IPCA-15 de agosto, principal referência doméstica da semana para juros.
Estados Unidos
- 10h: índices de preços de imóveis S&P Case-Shiller e FHFA.
- 11h: vendas de casas novas, confiança do consumidor do Conference Board e atividade industrial do Fed de Richmond.
- Quarta-feira, 9h30: segunda estimativa do PIB do segundo trimestre e dados de renda, gastos e inflação PCE de julho.
- Quarta-feira, após o fechamento: resultado da Nvidia.
- Sexta-feira: discurso do presidente do Fed, Kevin Warsh, em Jackson Hole.
O que observar no Ibovespa, dólar e juros
Ibovespa: o avanço das bolsas externas, do EWZ e de parte das ADRs dá suporte à abertura. O principal freio é a queda do petróleo, com efeito direto sobre Petrobras. Vale pode ajudar, apesar da leve baixa do minério, porque sua ADR avança no pré-mercado.
Dólar: DXY praticamente estável e alívio nos Treasuries formam um ambiente externo menos adverso para o real. A reação aos dados dos EUA, o fluxo estrangeiro e a agenda política brasileira seguem capazes de alterar a direção ao longo do dia.
Juros: a acomodação dos títulos americanos reduz a pressão externa sobre a curva local, mas o mercado tende a preservar cautela antes do IPCA-15 de quarta-feira. Uma leitura de inflação acima do esperado pode limitar o alívio dos DIs.
Este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e não constitui recomendação de investimento. Cotações de pré-mercado e futuros variam continuamente.