Mercado hoje: Nasdaq futuro cai; Amazon e Vale no radar

Amazon e Intel pressionam a tecnologia, petróleo volta a subir e Vale entra no radar. Brasil aguarda a PNAD após a divulgação antecipada dos dados fiscais.

30 de outubro de 2026, sexta-feira. Cotações e pré-mercado consultados às 08h07 de Brasília; notícias e agenda conferidas às 07h15. Cada tabela identifica o horário do dado. Referências de fornecedores podem ter atraso e mudar durante a sessão.

O Nasdaq futuro cai mais de 2% nesta manhã, depois dos balanços de Amazon e Intel. A discussão sobre quanto caixa será consumido pela expansão da inteligência artificial domina a abertura internacional. O petróleo volta a subir, enquanto o Brasil recebe o balanço da Vale e aguarda a PNAD Contínua. As estatísticas fiscais de setembro já foram divulgadas ontem, após antecipação pelo Banco Central.

Semicondutor metálico sobre uma placa de testes, em um laboratório industrial com iluminação fria

Os cinco assuntos que comandam a manhã

  • Tecnologia: futuros do Nasdaq pressionados pela reação a Amazon e Intel; o mercado exige retorno sobre os investimentos em IA.
  • Japão: Banco do Japão mantém juros em 1,25% e acelera as vendas de ETFs a partir de janeiro.
  • Europa: PIB da zona do euro cresce 0,4% no trimestre, acima do consenso, após a manutenção dos juros pelo BCE.
  • Brasil: Vale divulga menor lucro e margens pressionadas; PNAD sai às 09h. Os números fiscais de setembro já são conhecidos.
  • Commodities e cripto: petróleo sobe com risco no Oriente Médio; bitcoin e ether recuam após o incidente na Binance.

Mercados em geral: aversão ao risco concentrada em tecnologia

A combinação de futuros de tecnologia em baixa e petróleo em alta torna a sexta-feira difícil para ativos de risco. O movimento das ações não é uniforme: o Dow futuro está próximo da estabilidade, enquanto empresas de crescimento e semicondutores sofrem maior pressão. Isso sugere seleção setorial, além da redução geral de exposição antes do fim do mês.

A Reuters relata que o balanço da Alphabet levou suas ações a perderem 12,6% na sessão regular de quinta-feira. Depois do fechamento, Amazon caiu cerca de 7% e Intel, aproximadamente 23%. Essas duas últimas variações são reações no after-hours de 29/10, e não cotações atuais do pré-mercado de sexta-feira. O avanço das receitas ligadas à IA segue forte; a dúvida dos investidores é a conversão dessa expansão em caixa.

ReferênciaNívelVariaçãoStatus / horário
DXY101,65-0,38%Índice do dólar global — 30/10 07h57
Treasury de 10 anos4,989%-5,6 pontos-base ante 28/10Última referência do provedor: 29/10 15h59; não é cotação ao vivo de 30/10
S&P 500 futuro (dez/26)7.671,75-1,06%Sessão eletrônica — 30/10 07h57
Nasdaq 100 futuro (dez/26)28.848,00-2,42%Sessão eletrônica — 30/10 07h57
Dow futuro (dez/26)52.538,00+0,05%Sessão eletrônica — 30/10 07h57

A queda do dólar global pode oferecer algum amortecimento às moedas emergentes. Ainda assim, o câmbio brasileiro depende também do prêmio fiscal doméstico. A última referência do Treasury aponta alívio nos juros longos americanos na quinta-feira; ela não permite afirmar que o mesmo movimento continua nesta manhã. Dados: Yahoo Finance — índices, câmbio e futuros.

Estados Unidos: Amazon e Intel mudam o foco para caixa e projeções

A Amazon informou receita de US$ 201,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 12% em um ano. A AWS faturou US$ 46 bilhões, com expansão de 39,3%, e o lucro operacional consolidado alcançou US$ 28,1 bilhões. O contraste está no caixa: o fluxo de caixa livre dos últimos doze meses ficou negativo em US$ 42,4 bilhões, sobretudo pelos investimentos em infraestrutura de inteligência artificial.

O lucro líquido da Amazon foi de US$ 20,7 bilhões, ou US$ 1,89 por ação diluída. A companhia projetou receita de US$ 240 bilhões a US$ 247 bilhões para o quarto trimestre. Os números reforçam o tamanho do negócio de nuvem, mas deixam a discussão sobre financiamento da expansão no centro da avaliação dos investidores. A projeção é uma expectativa da empresa, sujeita à execução e à demanda.

A Intel registrou receita de US$ 16,5 bilhões, alta anual de 21%, e lucro por ação ajustado de US$ 0,52. Para o quarto trimestre, prevê faturamento entre US$ 15 bilhões e US$ 16 bilhões e lucro ajustado por ação de US$ 0,25. A administração alertou que a fraqueza em computadores pessoais pode continuar pelo menos no primeiro semestre de 2027. O risco para o setor é que a expansão em servidores não compense suficientemente as dificuldades de outras linhas.

Índice à vistaFechamento de 29/10Variação diáriaSessão
S&P 5007.720,39-0,30%Encerrada — 29/10 17h32
Nasdaq Composite26.184,72-1,38%Encerrada — 29/10 18h15
Dow Jones52.342,56-0,25%Encerrada — 29/10 17h33

Os índices à vista acima já encerraram a quinta-feira; os futuros da tabela anterior representam contratos diferentes, negociados na sessão eletrônica. Para o pregão americano, o teste será a reação das ações ao balanço e ao custo do emprego. Um dado de salários mais forte pode limitar o alívio de juros, enquanto números moderados ajudariam a reduzir a pressão financeira sobre as empresas. Fonte dos índices: Yahoo Finance — índices, câmbio e futuros.

Ásia: Japão e Coreia caem; Hong Kong segue caminho próprio

MercadoÍndiceVariaçãoStatus / horário
Japão — Nikkei 22563.290,11-2,12%Sessão encerrada — 30/10 03h45
Coreia do Sul — Kospi5.730,74-3,48%Sessão encerrada — 30/10 03h33
Hong Kong — Hang Seng23.294,42+1,46%Sessão encerrada — 30/10 05h08
China continental — Xangai3.599,02-1,44%Sessão encerrada — 30/10 04h00

A exposição a semicondutores e equipamentos para IA ajuda a explicar a fragilidade do Japão e da Coreia, conforme a cobertura internacional da Reuters. Hong Kong sobe no fechamento consultado, evidenciando que a reação regional não é homogênea. Na China continental, a fraqueza das ações ocorre em um ambiente de demanda industrial e construção ainda sensíveis aos estímulos econômicos e à rentabilidade das empresas.

O Banco do Japão manteve a taxa de curto prazo em 1,25%, por oito votos a um. A decisão veio em linha com o consenso de manutenção do calendário de mercado. Houve uma proposta vencida de elevação para 1,50%. Separadamente, o banco aprovou elevar o ritmo anual de venda de ETFs de cerca de ¥330 bilhões para ¥860 bilhões, em valor contábil, a partir de janeiro de 2027. Os valores e o início constam do documento específico sobre os ETFs.

A manutenção do juro hoje não elimina o risco de aperto futuro. A saída gradual do banco central de posições em ações altera a oferta esperada desses ativos e merece acompanhamento próprio no Japão. Para a próxima sessão asiática, a reação dos mercados de tecnologia e as notícias sobre energia permanecem mais relevantes do que uma leitura mecânica do desempenho de Wall Street.

Europa: PIB supera projeções após a pausa do BCE

MercadoÍndiceVariaçãoStatus / horário
Europa — Stoxx 600647,60-0,23%Pregão em andamento — 30/10 07h52
Alemanha — DAX25.889,51-0,58%Pregão em andamento — 30/10 07h52
França — CAC 407.983,22+0,17%Pregão em andamento — 30/10 07h52
Reino Unido — FTSE 10010.751,55+0,27%Pregão em andamento — 30/10 07h52

O Banco Central Europeu manteve ontem a taxa de depósito em 2,50%, a de refinanciamento em 2,65% e a de empréstimos marginais em 2,90%. O comunicado destacou que a alta da energia aumenta o risco para a inflação e enfraquece as perspectivas de crescimento. A pausa não foi acompanhada de compromisso com uma trajetória futura de juros.

Já nesta sexta-feira, a Eurostat divulgou expansão de 0,4% do PIB da zona do euro no terceiro trimestre ante o trimestre anterior, após 0,6% no segundo. O resultado supera o consenso de 0,2% do calendário da Trading Economics. Em um ano, o avanço foi de 1,3%, acima da projeção de 1,1%. São estimativas preliminares e podem ser revistas.

O agregado melhor que o esperado convive com desempenho desigual: a Alemanha cresceu 0,2% no trimestre, contra consenso de 0,1%; a França recuou 0,1%, quando se esperava alta de 0,1%. A leitura para as bolsas depende dessa combinação de resiliência no conjunto, pressão de energia e perdas nas empresas ligadas à tecnologia. O dado de inflação alemã, ainda pendente na consulta, pode mudar a percepção sobre os próximos passos do BCE. Índices: Yahoo Finance — índices, câmbio e futuros.

Brasil: Vale e PNAD dividem espaço com a discussão fiscal

O Ibovespa terminou 29/10 em 169.186,42 pontos, queda de 1,06%, na quarta sessão consecutiva de perdas. O dólar comercial fechou em R$ 5,3874, alta de 0,89%, segundo o balanço de mercado. A cobertura do Metrópoles aponta que os investidores seguem à espera de sinais sobre o plano econômico do próximo mandato. São referências do pregão anterior; a B3 ainda não abriu na hora desta edição.

A Vale informou EBITDA proforma de US$ 3,5 bilhões, 20% menor em um ano. O preço realizado dos finos de minério ficou em US$ 85,1 por tonelada, queda anual de 10%, enquanto o custo caixa C1 subiu 12%, para US$ 23,1 por tonelada. O grupo atribuiu pressão adicional à apreciação do real no período e aos custos de diesel e frete. A companhia manteve os guidances de produção de 2026.

O lucro líquido atribuível aos acionistas foi de US$ 1,255 bilhão, queda de 53%, e a receita líquida chegou a US$ 10,599 bilhões, alta de 2%, conforme a Gazeta Mercantil. O fato de a receita crescer enquanto o lucro diminui evidencia a pressão sobre rentabilidade. A geração de caixa recorrente de cerca de US$ 1,4 bilhão, descrita no comunicado oficial, oferece um contraponto à piora do resultado. O mercado vai avaliar margens, caixa e execução, além da variação diária do minério.

A PNAD Contínua, às 09h, pode influenciar a leitura sobre consumo, massa de rendimentos e política monetária. O consenso do calendário de mercado é desemprego de 5,2%, ante 5,3% na divulgação anterior. Uma taxa baixa precisa ser analisada junto de ocupação, participação e rendimentos; isoladamente, ela não determina a reação dos juros.

Política fiscal: os dados de setembro já saíram

A nota fiscal do Banco Central foi antecipada para 29/10, em razão do ponto facultativo do Dia do Servidor Público. Portanto, o dado não deve ser tratado nesta edição como evento ainda aguardado para sexta-feira. O aviso do Banco Central alterou a programação original, e a nota oficial de setembro já contém os resultados.

IndicadorResultado de setembroReferência / interpretação
Primário do setor público consolidadoDéficit de R$ 5,5 bilhõesAnte déficit de R$ 17,5 bilhões em setembro de 2025
Primário consolidado em 12 mesesDéficit de 0,52% do PIBR$ 70,1 bilhões; melhora de 0,09 ponto percentual ante agosto
Dívida bruta do governo geral82,9% do PIBMesmo percentual de agosto; R$ 11,1 trilhões
Dívida líquida do setor público70,0% do PIBAumento de 0,7 ponto percentual no mês
Déficit nominal em 12 meses9,51% do PIBInclui juros; acréscimo de 0,04 ponto percentual ante agosto

O Tesouro Nacional também informou superávit de R$ 4,839 bilhões do Governo Central em setembro. Parte da melhora veio da devolução de R$ 12,8 bilhões em precatórios cancelados pelo Judiciário. O dado do Tesouro usa universo e metodologia diferentes dos números consolidados do Banco Central; os dois resultados não devem ser confundidos.

A receita extraordinária ajuda o resultado do mês, mas não substitui a avaliação de despesas permanentes, arrecadação recorrente e custo da dívida. O canal de transmissão para o mercado é o prêmio exigido para financiar o governo: sinais consistentes de estabilização podem aliviar a curva longa e favorecer setores dependentes de crédito. Incerteza sobre a política econômica pode sustentar pressão sobre o real e os juros, mesmo quando uma divulgação mensal melhora. Esta é uma leitura de risco; não há atribuição exclusiva da queda anterior da bolsa a um único fato político.

Dólar e juros: alívio externo encontra prêmio doméstico

ReferênciaValorVariação / status
Dólar comercial no BrasilR$ 5,3874+0,89% no fechamento de 29/10
USD/BRL no mercado internacionalR$ 5,3598-0,47%; referência indicativa em 30/10 06h58
DXY101,652-0,38% em 30/10 07h57
Dólar futuro e curva DI atuaisNão confirmadosSem cotação desta manhã validada; não substituir por números antigos

A referência internacional de USD/BRL é indicativa e não corresponde ao preço de abertura do dólar comercial no Brasil. O dólar global mais fraco favorece, em princípio, o real; a aversão ao risco em tecnologia, a discussão fiscal e o ajuste de posições de fim de mês podem atuar em sentido oposto. Fonte das referências externas: Yahoo Finance — índices, câmbio e futuros.

Para os juros futuros, a PNAD e o índice de custo do emprego americano são os principais testes novos da manhã. Petróleo mais caro aumenta o risco inflacionário, enquanto menor pressão nos Treasuries pode reduzir parte do custo externo de financiamento. Sem uma curva DI atual confirmada, a leitura deve permanecer condicional, sem apresentar taxas antigas como se fossem negócios de hoje.

Petróleo: alta dos contratos exige cuidado com a rolagem do Brent

ContratoPreçoVariaçãoBase de 29/10Horário do dado
Brent dez/26 — BZZ26US$ 117,58/barril+2,35%US$ 114,8830/10 07h33
Brent jan/27 — BZF27US$ 113,62/barril+2,55%US$ 110,8030/10 07h57
WTI dez/26 — CLZ26US$ 104,28/barril+2,24%US$ 102,0030/10 07h57

O vencimento de dezembro do Brent é hoje; janeiro já tem negociação mais ativa, conforme a cobertura de mercado. Comparar o preço do contrato de janeiro com a base de dezembro produz uma variação errada. As linhas acima usam a referência anterior do mesmo contrato, consultada no histórico do provedor de preços.

Na quinta-feira, o Brent de dezembro fechou em US$ 114,88 e o WTI em US$ 102, depois de uma sessão volátil, segundo a Reuters. A recuperação desta manhã acompanha novos receios sobre ações militares e segurança do transporte marítimo. O The Economic Times relata notícias sobre opções militares americanas e um incidente com petroleiro. São riscos de escalada e relatos de imprensa; não equivalem a um ataque futuro confirmado ou a um acordo diplomático concluído.

Petróleo mais caro tende a apoiar as receitas das produtoras, mas também encarece combustíveis, transporte e insumos. Para Petrobras e para a inflação brasileira, o efeito dependerá do câmbio, dos preços realizados e das decisões comerciais. A alta da commodity ajuda a explicar o contraste entre ADRs da estatal em território positivo e o sinal negativo do EWZ.

Minério de ferro: Dalian a 672 yuans e cautela com margens

ReferênciaPreço / situaçãoContrato e horárioRessalva
Cingapura — SGXCotação atual não confirmadaPainel FEF consultado em 30/10A página pública não entregou a tabela de preços nesta consulta; sem reaproveitar preço anterior como atual
Dalian — provedor 9qihuo672 yuans por toneladaI2701 — janeiro/2027; 30/10 às 04h05 de BrasíliaPainel das 15h05 na China; contrato de maior volume na tabela consultada; variação diária não validada

No painel de Dalian, o I2701 aparece com 268.856 contratos de volume e 574.217 de posição em aberto. O preço é uma referência do fornecedor ao final da sessão diurna, sem confirmação de ajuste oficial da bolsa. A indicação de variação da tela não foi usada porque sua base difere da coluna de fechamento anterior. A consulta ao painel oficial da SGX não permitiu confirmar preço e variação atuais de Cingapura.

O quadro de fundamentos segue difícil: a Trading Economics aponta estoques portuários elevados, demanda pouco firme e rentabilidade fraca das siderúrgicas chinesas. Esses fatores podem limitar a reposição de minério, mesmo quando há retomada pontual de altos-fornos. O petróleo e o frete mais caros também pressionam custos. Para a B3, o balanço da Vale torna essa discussão de margens tão relevante quanto o preço do minério; CSN e Gerdau têm exposições distintas e não devem ser tratadas como réplicas da mineradora.

Ouro e cobre: pressão apesar do dólar global mais fraco

MetalPreçoVariaçãoContrato / horário
OuroUS$ 3.987,90/onça-troy-1,08%Dezembro/2026 — 30/10 07h57
CobreUS$ 6,5165/libra-0,98%Dezembro/2026 — 30/10 07h57

O ouro perde terreno mesmo com o dólar global mais fraco, mostrando que a procura por proteção não se traduz automaticamente em alta do metal a cada janela do pregão. Liquidez, realização de posições e o custo de financiamento podem influenciar a sessão. O cobre também recua, mantendo a atenção sobre demanda industrial e China. As variações são calculadas contra a referência diária anterior do mesmo contrato na série de preços.

Cripto: incidente na Binance acrescenta um risco próprio

AtivoPreço em dólarVariação diária da fonteHorário do dado
BitcoinUS$ 77.604,39-0,24%30/10 08h07
EthereumUS$ 2.243,78-0,22%30/10 08h07

As variações usam a base diária do provedor; não representam necessariamente uma janela móvel exata de 24 horas. A queda das criptomoedas acontece em meio à aversão ao risco em tecnologia e a um evento específico de segurança.

A Reuters relata um desvio de aproximadamente US$ 6,3 bilhões em ativos da Binance. A reportagem informa que a plataforma trabalha para congelar ativos e prometeu cobrir as perdas do ataque. As estimativas de valores transferidos e congelados ainda podem mudar. A investigação pública da Bitquery também acompanha as movimentações em diferentes redes. A atribuição do ataque a um grupo é uma avaliação das empresas de análise citadas, não uma conclusão judicial.

Nos ETFs americanos, o painel da Farside mostra entrada líquida de US$ 17,2 milhões nos fundos de bitcoin em 29/10. Nos ETFs de ether, o saldo é negativo em US$ 105,5 milhões, segundo a tabela específica. São dados de sessão anterior, sujeitos a atualizações; não medem fluxos instantâneos de hoje. Não foi confirmado um agregado atual de liquidações, portanto ele não é quantificado nesta edição.

Pré-abertura da B3: EWZ negativo e Petrobras em alta

Sinal misto, com viés negativo pelo EWZ. A consulta à Nasdaq foi feita às 08h07 de Brasília. O painel informava atualização às 07h07 de Nova York, equivalente a 08h07 em Brasília nesta data. As cotações podem ter atraso; o horário de cada último negócio é anterior ao da consulta. Os volumes são os totais de pré-mercado apresentados pela fonte; vários recibos ainda têm pouca liquidez.

AtivoCódigo em NYPreço pré-marketVariaçãoVolumeLeitura para a B3
ETF BrasilEWZUS$ 33,08-0,18%238.046Sinal negativo para o conjunto
ValeVALEUS$ 11,12-0,54%37.268Balanço e custos no radar
Petrobras ONPBRUS$ 22,02+0,55%30.319Petróleo oferece apoio potencial
Petrobras PNPBR.AUS$ 19,58+0,82%9.790Petróleo oferece apoio potencial
ItaúITUBUS$ 7,3015-0,93%5.396Volume baixo; sinal sujeito a pouca liquidez
BradescoBBDUS$ 2,630,00%25.872Estabilidade no painel consolidado
AmbevABEVUS$ 2,72+1,87%3.154Volume baixo
GerdauGGBUS$ 4,8+1,27%1.550Volume baixo
CSNSIDUS$ 0,791+1,42%32.488Recuperação no painel, com liquidez inferior à sessão regular
Nu HoldingsNUUS$ 11,9221-1,06%186.591Listagem direta em NY, não um ADR; peso relevante no EWZ

O ETF em baixa, os futuros americanos pressionados e o ADR da Vale negativo pesam na leitura inicial. Em sentido oposto, o petróleo mais caro apoia os recibos da Petrobras e o dólar global recua. Esses vetores não permitem projetar uma variação numérica exata do Ibovespa. Volumes reduzidos em vários recibos também limitam a representatividade da tabela.

Calendário econômico: resultados já divulgados e próximos testes

Todos os horários abaixo estão em Brasília. Consensos vêm do calendário de mercado e podem mudar. No Brasil, a agenda do IBGE confirma a PNAD para hoje. Nos EUA, o BLS informa o custo do emprego às 08h30 de Nova York, equivalente a 09h30 de Brasília em 30/10. A conversão usa o horário de verão americano ainda vigente nesta data.

HorárioPaís/regiãoEvento / períodoConsensoAnteriorResultado / statusImpacto
Já divulgado em 29/10BrasilFiscal consolidado — setembroNão confirmado nesta consultaDívida bruta: 82,9% do PIBDívida bruta: 82,9%; primário: déficit de R$ 5,5 biAlto
09h00BrasilPNAD — trimestre terminado em setembroDesemprego: 5,2%5,3%A divulgarAlto
Madrugada — divulgadoJapãoJuros do BoJ1,25%1,25%1,25% — em linhaAlto
07h00 — divulgadoZona do euroPIB preliminar — 3º trimestre+0,2% no trimestre+0,6%+0,4% — acimaAlto
07h00 — divulgadoZona do euroDesemprego — setembro6,4%6,5% revisado6,5% — acima do consensoMédio
09h30EUAÍndice de custo do emprego — 3º trimestre+0,8% no trimestre+0,9%A divulgarAlto
10h00AlemanhaInflação preliminar — outubro3,0% em um ano3,3%A divulgarAlto
10h45EUAPMI de Chicago — outubro56,1 pontos58,8A divulgarMédio
13h30EUADiscurso de Musalem, do FedNão se aplicaNão se aplicaAgendadoMédio
14h00EUASondas de petróleo Baker HughesNão confirmado460A divulgarBaixo / médio

A divulgação oficial do PIB europeu já foi incorporada. O resultado do desemprego europeu e os consensos constam do calendário de mercado. Para as contas públicas brasileiras, prevalece a nota já publicada pelo Banco Central, mesmo que algum calendário continue mostrando o evento como pendente. Não há nova rodada de PIB ou PCE americano nesta agenda: as divulgações de quinta-feira pertencem ao pregão anterior.

Radar do próximo pregão

A B3 ficará fechada na segunda-feira, 2 de novembro, feriado de Finados. O próximo pregão local será na terça-feira, 3/11. Os mercados externos continuarão a produzir preços durante a pausa brasileira; a reabertura pode incorporar o movimento acumulado em tecnologia, petróleo e câmbio. O calendário doméstico também avança para a semana de decisão do Copom. Horários e consensos dos próximos indicadores devem ser atualizados na próxima edição.

Leitura para o dia: cautela com tecnologia, atenção ao caixa e ao fiscal

Estados Unidos: o cenário-base é de abertura pressionada no Nasdaq, com reação aos balanços e ao custo do emprego. O principal fator positivo seria a confirmação de crescimento de receitas com melhor disciplina financeira; o risco é a revisão persistente do retorno esperado dos investimentos em IA. Europa: o PIB melhor que o consenso oferece suporte à atividade, mas energia e inflação mantêm o BCE sob atenção. Ásia: semicondutores e os efeitos da normalização japonesa continuam no radar da próxima sessão.

Ibovespa: o conjunto externo indica cautela, com contraponto do petróleo e do dólar global. Vale pode concentrar a avaliação de resultados e custos; Petrobras recebe suporte potencial da commodity. Bancos, varejo, construção e outras empresas sensíveis a juros dependem da PNAD e da percepção fiscal. Dólar e DIs: o alívio externo pode ajudar, mas não elimina o prêmio doméstico. Sem cotações locais atuais, o viés permanece condicional.

A principal ameaça é uma combinação de perda de confiança nos investimentos em tecnologia, escalada geopolítica e persistência da incerteza fiscal. O principal amortecedor é o dólar global em baixa, acompanhado de sinais de atividade mais resiliente na Europa. Para o contexto da sessão anterior, veja a edição de 29 de outubro do Nerd da Bolsa.

Fontes

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