Mercado hoje: IPCA e Datafolha guiam a abertura da B3

IPCA de setembro e nova Datafolha concentram a atenção no Brasil. EWZ, Itaú e Vale sobem no pré-mercado, enquanto Petrobras recua; veja bolsas globais, dólar, commodities, cripto e agenda.

Sexta-feira, 9 de outubro de 2026. Edição de pré-abertura. Cotações coletadas às 07h39 BRT; cada tabela informa o horário efetivo da referência. Notícias e agenda conferidas até 07h41 BRT. Os painéis públicos podem apresentar atraso.

Carrinho de supermercado com arroz, feijão, pão, frutas e hortaliças em um corredor iluminado

O mercado hoje chega à pré-abertura com o IPCA de setembro às 9h e a primeira pesquisa Datafolha do segundo turno no radar. O EWZ sobe 1,05% no painel consultado, acompanhado por Itaú e Vale, enquanto os ADRs da Petrobras recuam. No exterior, Europa e futuros americanos avançam, e o petróleo devolve parte da forte alta de ontem. A combinação sugere um início mais favorável ao risco, com diferenças relevantes entre setores.

O consenso do calendário Investing.com aponta IPCA de +0,73% no mês e 4,50% em 12 meses. São expectativas, não resultados. A inflação brasileira poderá mudar a leitura dos juros logo no começo da sessão. Às 11h BRT, a pesquisa preliminar de Michigan acrescentará informações sobre confiança e expectativas de preços nos Estados Unidos.

O que move o mercado hoje

  • Inflação brasileira: o IPCA de setembro é o principal evento doméstico; composição e surpresa importam para os juros.
  • Datafolha: pesquisa divulgada ontem mostra Flávio Bolsonaro numericamente à frente de Lula; a margem de erro exige uma leitura qualificada.
  • Alívio externo: petróleo recua, bolsas europeias e futuros americanos sobem, após uma quinta-feira difícil para tecnologia.
  • Diferença setorial: Itaú e Vale avançam no pré-mercado, enquanto Petrobras acompanha o sinal negativo do barril.
  • Cripto: Bitcoin e Ethereum se recuperam na referência do feed, apesar das saídas dos ETFs na sessão anterior.

Pré-abertura da B3: EWZ positivo, Petrobras em queda

O painel da Nasdaq foi atualizado às 07h39 BRT, equivalente a 06h39 ET. Os preços abaixo estão em dólares por cota ou ADR; as variações comparam com o fechamento regular de 8 de outubro. O volume é acumulado no pré-mercado. O horário indica o negócio exibido pelo painel, que pode ser anterior à atualização da página.

AtivoCódigo NYPreçoVariaçãoVolume (unidades)Negócio exibidoLeitura
ETF BrasilEWZUS$ 43,0353+1,05%178.43207:22:28 BRTSinal agregado positivo
ValeVALEUS$ 13,55+0,97%2.00107:18:17 BRTAlta; volume baixo
Petrobras ONPBRUS$ 24,58-0,45%7.46607:24:32 BRTRecuo com petróleo
Petrobras PNPBR.AUS$ 22,0019-0,62%3.12107:17:15 BRTRecuo; pouco volume
ItaúITUBUS$ 9,95+1,22%5.12707:11:31 BRTAlta; volume baixo
BradescoBBDUS$ 4,240,00%4.42607:03:36 BRTEstável; volume baixo
AmbevABEVUS$ 3,22+0,94%38807:04:33 BRTAlta; liquidez muito baixa
GerdauGGBSem negociação———Sem negociação na coleta
CSNSIDUS$ 1,24+0,81%98905:22:12 BRTRegistro isolado; sinal frágil

Nubank (NU), ação negociada diretamente em Nova York: US$ 15,45, +0,46%, com 11.586 ações no pré-mercado; negócio exibido às 07h23min36s BRT. NU não é ADR. O EWZ reúne exposições setoriais e cambiais próprias e não fornece uma projeção numérica equivalente para o Ibovespa.

O sinal predominante é positivo, mas a liquidez ainda é limitada. Vale registra pouco mais de dois mil ADRs, Ambev tem menos de quatrocentos e CSN aparece com um único negócio de 989 unidades. Em Gerdau, o painel não apresenta negociação; o fechamento anterior não foi reaproveitado como preço desta manhã. Petrobras destoa de Itaú e Vale e reforça a possibilidade de uma abertura desigual. A formação de preços e o volume local serão necessários para confirmar essa leitura.

Brasil: bolsa recupera terreno antes do IPCA

O Ibovespa fechou quinta-feira em 206.220,24 pontos, alta de 0,94%, segundo a B3 / Bora Investir. O volume foi de R$ 60,6 bilhões. Petrobras PN avançou 2,12% e PRIO ganhou 1,82%, em um pregão no qual o petróleo subiu mais de 4%. O dólar comercial terminou em alta de 0,27%, perto de R$ 5,02 na referência arredondada da publicação.

A pesquisa Datafolha saiu depois do fechamento brasileiro e deve ser distinguida dos fatores que já estavam precificados durante o pregão. Nesta manhã, o mercado terá de avaliar conjuntamente eleição, inflação, energia e juros externos. A coincidência entre uma notícia política e a variação de um ADR não comprova causalidade, sobretudo em negociação com pouco volume.

O IBGE confirma a divulgação do IPCA de setembro nesta sexta-feira. O dado anterior foi −0,32% em agosto e +4,22% em 12 meses. A expectativa de +0,73% mensal do Investing.com sugere reversão da deflação, mas a surpresa só poderá ser calculada após a publicação. Não há resultado de setembro disponível no fechamento desta edição.

Uma leitura acima do esperado pode dificultar o alívio dos juros; uma surpresa menor pode favorecer setores sensíveis ao crédito. Esses efeitos dependem da composição, especialmente de serviços, energia e disseminação dos reajustes, além das expectativas futuras. O índice cheio, isoladamente, não determina a próxima decisão do Banco Central. Não foi obtida uma curva DI desta manhã que permita afirmar uma abertura efetiva das taxas locais.

Eleição: Datafolha mostra vantagem numérica de Flávio

A Folha divulgou ontem o primeiro Datafolha após a definição do segundo turno. Nos votos totais, Flávio Bolsonaro tem 49% e Lula, 45%; brancos e nulos somam 5%, e indecisos, 1%. Nos votos válidos, que excluem essas duas últimas categorias, os percentuais são 52% e 48%, respectivamente. Pesquisa é uma fotografia das intenções no período de campo, não previsão do resultado das urnas.

DivulgaçãoInstitutoPeríodo de campoAmostraMétodoCenárioResultado principalMargem de erroConfiançaRegistro TSEContratante
08/10/2026Datafolha06–08/10 no registro; Folha informa entrevistas em 06–07/102.520 eleitoresPresencial, em pontos de fluxoPresidência, 2º turnoTotais: Flávio 49%, Lula 45%; válidos: 52% e 48%±2 pontos percentuais95%BR-02949/2026Folha e TV Globo

O registro público do TSE confirma instituto, amostra, contratantes, método, margem de erro, confiança e janela registrada de 6 a 8 de outubro. A reportagem da Folha informa entrevistas realizadas nos dias 6 e 7; a tabela preserva essa diferença de referência. Considerando a margem de dois pontos nos votos totais, os extremos dos intervalos se encontram em 47%. A liderança numérica, portanto, deve ser acompanhada da incerteza amostral, sem afirmar vitória definida ou mudança estatisticamente comprovada frente a outro levantamento.

Para os ativos brasileiros, o canal econômico é a revisão de expectativas sobre política fiscal, governabilidade, equipe econômica e regras para estatais. Uma pesquisa não altera essas políticas por si só. Bancos, empresas reguladas, concessões e Petrobras podem responder de formas diferentes, e o IPCA e o cenário externo também influenciam os preços. O EWZ positivo nesta coleta é um fato observado; atribuir toda a alta à pesquisa exigiria evidência adicional.

Ásia: Hong Kong avança; Japão fica perto da estabilidade

ÍndicePontosVariaçãoReferência e status
Nikkei 22569.030,92-0,02%09/10 03:45 BRT — fechamento de 09/10
Hang Seng24.211,35+1,79%09/10 05:08 BRT — última leitura do pregão de 09/10; encerrado
Shanghai Composite3.813,79+0,05%09/10 04:00 BRT — fechamento de 09/10
Kospi6.625,93Sem pregão em 09/10Último fechamento: 08/10, −2,62%; feriado na Coreia do Sul

Hong Kong apresenta a alta mais expressiva entre as referências da tabela. Shanghai avança levemente, e o Japão encerra praticamente estável. A Associated Press informa feriado na Coreia do Sul e em Taiwan. O fechamento de ontem do Kospi não representa uma nova oscilação nesta sexta-feira. As variações de Hong Kong e Shanghai usam os fechamentos de 8 de outubro da série diária.

A cobertura da Reuters destaca o alívio parcial da energia e a atenção ao financiamento de investimentos em inteligência artificial. A FinancialJuice relata uma melhora nos futuros americanos após novas informações sobre projeções de receita no setor. Projeções de receita anualizada não equivalem a receita já reconhecida em um ano completo; capacidade de geração de caixa e necessidade de capital continuam relevantes. O desempenho desigual da região limita uma leitura de recuperação generalizada.

Europa: petróleo mais baixo ajuda, telecomunicações destoam

ÍndicePontosVariaçãoReferência e status
Stoxx 600631,17+0,90%09/10 07:24 BRT — pregão em andamento; feed com atraso
DAX25.063,91+1,04%09/10 07:24 BRT — pregão em andamento; feed com atraso
CAC 407.783,93+0,70%09/10 07:24 BRT — pregão em andamento; feed com atraso
FTSE 10010.533,74+0,88%09/10 07:24 BRT — pregão em andamento; feed com atraso

Os principais mercados europeus sobem, apoiados pelo recuo do petróleo e por algum alívio no mercado de títulos, segundo a Reuters. O movimento reduz parte da pressão de ontem sobre ativos de risco. A exposição à energia continua importante para consumidores e empresas da região; uma queda de uma manhã no barril ainda não garante redução persistente dos custos.

Telecomunicações destoam: a Reuters relata queda do setor após um acordo da SpaceX para adquirir espectro nos Estados Unidos, ampliando preocupações competitivas. Na referência da reportagem, Deutsche Telekom perdia cerca de 7%, Vodafone 3,5%, Orange 2,4% e Telefónica 2,3%. Esses percentuais têm horário próprio e não estão sincronizados com a tabela dos índices. A alta do mercado amplo convive, assim, com um choque empresarial concentrado.

A produção industrial italiana de agosto caiu 1,3% no mês, ante expectativa de estabilidade. Segundo a Reuters, com dados do Istat, julho foi revisado de +0,7% para +0,6%; a média de junho a agosto ficou 1,1% abaixo do trimestre anterior. O dado fraco de atividade acrescenta um contraponto ao desafio inflacionário. Energia mais barata pode aliviar custos, mas não resolve sozinha a demanda industrial.

Estados Unidos: futuros recuperam parte da queda da tecnologia

Índice à vistaPontosVariaçãoReferência
S&P 5007.765,36-0,47%Fechamento regular de 08/10; mercado ainda fechado em 09/10
Nasdaq Composite27.193,34-1,25%Fechamento regular de 08/10; mercado ainda fechado em 09/10
Dow Jones51.231,64+0,10%Fechamento regular de 08/10; mercado ainda fechado em 09/10
FuturoPontosVariaçãoContrato e horário
E-mini S&P 5007.844,50+0,36%09/10 07:29 BRT — dezembro/2026; negociação eletrônica
Nasdaq 10031.206,25+0,76%09/10 07:29 BRT — dezembro/2026; negociação eletrônica
Mini Dow51.537,00+0,09%09/10 07:29 BRT — dezembro/2026; negociação eletrônica

Wall Street terminou quinta-feira com S&P 500 e Nasdaq em queda, enquanto o Dow teve pequena alta. A Reuters registrou recuo de 3,4% nos semicondutores, em meio a dúvidas sobre receitas e financiamento na cadeia de inteligência artificial. Nesta manhã, o Nasdaq 100 apresenta a recuperação mais forte entre os três futuros consultados. Recuperação de contratos futuros não equivale a fechamento positivo dos índices à vista.

A Reuters também relata boa demanda no leilão americano de 30 anos de ontem, que ajudou a aliviar parte da pressão nos títulos. Ao mesmo tempo, novas captações corporativas ligadas à infraestrutura de IA mantêm a disputa por capital em foco. Juros elevados aumentam o custo de financiamento e a taxa usada para avaliar lucros futuros; empresas com prazos, dívidas e geração de caixa diferentes não são afetadas de maneira uniforme.

A próxima referência macroeconômica central é Michigan, às 11h BRT. A universidade e o Fed de Nova York confirmam a leitura preliminar de outubro às 10h ET. O foco estará tanto na confiança quanto nas expectativas de inflação. Uma piora da confiança junto de preços esperados mais altos teria implicações diferentes de uma desaceleração acompanhada por expectativas mais ancoradas.

Dólar e Treasuries: indicação externa mais branda

ReferênciaValorVariaçãoHorário e natureza
Dólar comercial brasileiroR$ 5,02+0,27%Fechamento de 08/10; referência arredondada da B3
USD/BRL — BRL=XR$ 5,0112-0,11%09/10 06:58 BRT; indicativo externo, com atraso
DXY102,128-0,01%09/10 07:29 BRT; índice do dólar
Treasury — 10 anos, ^TNX5,231%−4,6 pontos-baseFechamento do feed em 08/10, 15:59 BRT; não é taxa desta manhã

O DXY recua levemente na coleta, e a indicação externa do real também mostra pequena queda do dólar. O fechamento comercial brasileiro e o USD/BRL internacional pertencem a referências distintas. Antes da abertura, este último não deve ser apresentado como cotação à vista negociada na B3. Não há preço atual confirmado do dólar futuro local nesta edição.

O Treasury de dez anos da tabela é a referência encerrada ontem. A Reuters informa que os rendimentos voltaram a subir ligeiramente nesta manhã após o alívio de quinta-feira, sem fornecer nessa reportagem uma taxa de dez anos sincronizada com esta coleta. Inflação brasileira, fluxo de capitais e notícias fiscais poderão mudar o comportamento do real e da curva DI durante a sessão.

Commodities: petróleo recua, ouro e cobre sobem

Commodity / códigoPreçoVariaçãoContrato, unidade e horário
Brent — BZ=FUS$ 102,87-1,35%Futuro de referência NYMEX; vencimento não exposto pelo feed; por barril; 09/10 07:29 BRT
WTI — CL=FUS$ 90,56-1,02%NYMEX novembro/2026; por barril; 09/10 07:29 BRT
Ouro — GC=FUS$ 4.208,70+1,24%COMEX dezembro/2026; por onça-troy; 09/10 07:29 BRT
Cobre — HG=FUS$ 6,6720+1,58%COMEX dezembro/2026; por libra; 09/10 07:28 BRT
Minério — SGX IODEXUS$ 90,60−0,70%Novembro/2026; US$/tonelada; 09/10 07h40 BRT (18h40 em Cingapura); painel com atraso
Minério — DalianCotação do contrato não confirmada—Yuan/tonelada; vencimento e horário não validados

A Reuters relaciona o recuo do petróleo à declaração de Donald Trump de que os EUA não atacariam o Irã antes das eleições americanas de novembro e à continuidade de conversas. O noticiário reduz parte da preocupação imediata com oferta, mas não confirma normalização do transporte de energia. A FinancialJuice ainda registra tensões entre a coalizão liderada pela Arábia Saudita e os houthis. O risco geopolítico permanece sujeito a mudanças rápidas.

Os ADRs da Petrobras caem junto com o barril nesta referência, sem que a relação explique isoladamente todo o movimento. Câmbio, política de preços, custos e governança também afetam o resultado da companhia. Ouro e cobre avançam com um dólar global ligeiramente mais fraco. Ouro pode responder à demanda por proteção e ao custo de oportunidade; cobre depende também da atividade industrial e da demanda chinesa, com exposições diferentes das empresas brasileiras de aço e mineração.

Na SGX, o painel identifica o contrato IODEX de novembro, US$ 90,60 por tonelada, −0,70% contra o ajuste anterior de US$ 91,24. A especificação vigente exibida pela bolsa usa referência IODEX de 61% Fe; ela não deve ser confundida com um preço físico de minério 62% ou com o futuro em yuan de Dalian. A queda convive com o ADR da Vale em alta e de baixa liquidez, o que limita conclusões sobre a abertura local.

Para Dalian, a consulta à Trading Economics exibiu uma referência de CFD em yuan, mas não permitiu validar o vencimento e o horário de um contrato da bolsa chinesa. Esse valor não foi apresentado como cotação do futuro de Dalian. Mineração, produção de aço e margens industriais têm sensibilidades distintas; o sinal de um contrato de minério não deve ser aplicado mecanicamente a Vale, CSN e Gerdau.

Cripto: recuperação dos preços após saídas de ETFs

AtivoPreço em US$Variação da referênciaHorário / mercado
Bitcoin82.395,58+0,86%09/10 07:39 BRT; negociação contínua
Ethereum2.491,38+0,76%09/10 07:39 BRT; negociação contínua

Bitcoin e Ethereum sobem em relação ao fechamento anterior definido pelo feed; as variações não são uma janela móvel de 24 horas. A Farside registra saída líquida de US$ 244,1 milhões nos ETFs americanos de Bitcoin à vista em 8 de outubro. Nos fundos de Ethereum, a mesma compilação mostra saída de US$ 72,5 milhões. São fluxos da sessão concluída, não movimentações dos fundos nesta manhã.

A recuperação de preços apesar das retiradas mostra que o fluxo dos ETFs é apenas um dos canais de formação de mercado. Dólar, juros, liquidez e posições em derivativos podem atuar em sentido diferente. Não foram obtidos totais atuais verificados de liquidações ou posicionamento que sustentem uma conclusão adicional sobre altcoins. A melhora intradiária não permite afirmar reversão de tendência por si só.

Agenda do Brasil — horários de Brasília

HorárioEvento / períodoConsensoAnteriorResultadoImpacto
08hIPC-S Capitais — 1ª quadrissemana de outubroNão disponívelReferências regionaisA divulgarSetorial: inflação por capital
09hIPCA — setembro, mensal+0,73%−0,32%A divulgarAlto: inflação, juros, câmbio e ações
09hIPCA — setembro, 12 meses4,50%4,22%A divulgarAlto: trajetória inflacionária
09hSINAPI — setembroNão disponívelNão incorporado nesta ediçãoA divulgarSetorial: custos da construção

A FGV IBRE confirma o IPC-S Capitais às 8h. O calendário do IBGE confirma o IPCA em 9 de outubro, e a agenda da Exame informa o horário de 9h e a divulgação do SINAPI. Os consensos de IPCA são do Investing.com consultado nesta manhã. Os resultados ainda não estavam publicados; percentuais esperados não devem ser tratados como inflação realizada.

Agenda dos Estados Unidos — horários de Brasília

HorárioEvento / referênciaConsensoAnteriorResultadoImpacto
11hMichigan — sentimento, preliminar de outubro47,6 pontos (FJ)48,1 pontosA divulgarAlto: confiança e atividade
11hMichigan — inflação esperada, 1 ano4,8% (FJ)4,6%A divulgarAlto: expectativas e juros
11hMichigan — inflação esperada, 5 anos3,5% (FJ)3,4%A divulgarAlto: ancoragem das expectativas
13hUSDA — WASDE, oferta e demanda agrícolaConforme produtoConforme produtoA divulgarSetorial: grãos e agronegócio
13h45Fed de Nova York — Staff NowcastNão aplicávelNão incorporadoAtualização previstaMédio: estimativa de atividade
14hBaker Hughes — sondas totais / petróleoNão disponível598 / 456A divulgarSetorial: oferta de energia
17hFed — Susan CollinsNão aplicávelNão aplicávelFala prevista no calendário FJComunicação monetária

A FinancialJuice fornece os consensos de Michigan e os horários de sondas e Collins. A universidade e o Fed de Nova York confirmam Michigan às 11h BRT; o Nowcast consta da agenda do Fed às 12h45 ET, equivalente a 13h45 BRT. O USDA confirma o WASDE para 9 de outubro às 12h ET, ou 13h BRT. O Investing.com mostra consenso de 47,5 pontos para o sentimento, ligeiramente diferente dos 47,6 da FinancialJuice. Essas pesquisas podem ter amostras e horários de atualização distintos.

Europa e outros mercados — dados e eventos do dia

Horário BRTEvento / períodoConsensoAnteriorResultado / situação
03hNoruega — inflação de setembro, anual3,6%3,3%3,4%; já divulgado
05hItália — produção industrial de agosto, mensal0,0%+0,6% revisado−1,3%; já divulgado
09h30Canadá — emprego de setembro+10 mil (FJ)−41,7 milA divulgar
09h30Canadá — desemprego de setembro6,5%6,4%A divulgar
10h30BCE — Isabel SchnabelNão aplicávelNão aplicávelFala prevista no calendário FJ

A inflação norueguesa ficou abaixo do consenso, mas acima da leitura anterior; a indústria italiana surpreendeu negativamente. Para o Canadá, a FinancialJuice usa +10 mil vagas, enquanto o Investing.com mostra +6,1 mil. O resultado deverá ser comparado com a referência escolhida, sem misturar consensos. Os dados canadenses e a comunicação do BCE podem afetar moedas e juros, embora Michigan e IPCA tenham maior destaque nesta edição.

Leitura para a abertura: melhora externa com teste de inflação

Ibovespa: EWZ positivo, Europa em alta e recuperação dos futuros americanos oferecem um sinal externo mais favorável. Itaú e Vale sobem no pré-mercado, mas com liquidez limitada, enquanto Petrobras recua. O IPCA às 9h poderá alterar essa leitura antes de o mercado à vista brasileiro formar preços. Não há uma projeção percentual para a abertura com base apenas nesses indicadores.

Dólar e juros: DXY um pouco mais fraco oferece alívio externo, mas o dado de inflação, os fluxos e a avaliação fiscal e eleitoral serão decisivos para a sessão local. A pesquisa Datafolha acrescenta informação às expectativas; não comprova sozinha uma mudança na trajetória de dívida ou nas políticas econômicas. Michigan poderá mudar novamente o ambiente às 11h.

Os principais riscos são uma surpresa de inflação mais alta, nova escalada no Oriente Médio e retomada da pressão nos títulos. Persistência do alívio energético e resultados menos inflacionários podem favorecer o apetite por risco. Conteúdo informativo, sem recomendação de compra ou venda. Veja também a edição anterior sobre petróleo e juros.

Fontes

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