Mercado hoje: Treasury pressiona bolsas; IGP-M, JOLTS e pesquisas no radar

Treasuries perto de 5,23% pressionam o apetite global por risco. IGP-M, emprego, JOLTS, petróleo, minério e novas pesquisas eleitorais orientam a abertura da B3 nesta terça-feira.

Atualizado em 29 de setembro de 2026, às 7h12 (horário de Brasília). Os juros dos Treasuries seguem como principal termômetro de risco nesta terça-feira. A taxa de dez anos dos Estados Unidos estava perto de 5,23% na abertura asiática, após tocar 5,27% na segunda-feira. As bolsas asiáticas operavam majoritariamente em baixa e os futuros americanos indicavam cautela, enquanto o petróleo permanecia elevado em meio à tensão entre EUA e Irã. No Brasil, o IGP-M, o emprego e pesquisas eleitorais recém-divulgadas entram no radar de uma B3 que ontem recuou 0,26%.

Esta fotografia combina negociações em andamento com últimos fechamentos disponíveis. Os números abaixo não são todos cotações simultâneas; cada referência traz mercado, data e horário quando a fonte os informa. Ativos sem pré-mercado confiável não foram tratados como se estivessem negociando agora.

Exterior: Treasuries, dólar e bolsas

A escalada dos rendimentos dos títulos americanos aperta as condições financeiras e tende a reduzir o apetite por ações, especialmente as mais sensíveis a juros. Segundo a Associated Press, o Treasury de dez anos rondava 5,23% no início da terça-feira na Ásia; o S&P 500 havia cedido 0,8% na sessão regular de segunda, o Nasdaq 0,9% e o Dow 0,7%. No início asiático, o Nikkei recuava cerca de 0,6%, o Kospi 0,3% e o Hang Seng 0,4%, enquanto Xangai avançava 0,2%. Os futuros dos EUA eram indicados em baixa. Na consulta matinal, as bolsas europeias contrastavam com a Ásia: o Stoxx 600 subia cerca de 0,3%, com tecnologia em destaque, conforme Cinco Días. A cotação é indicativa e pode mudar ao longo da sessão.

O índice do dólar (DXY), em relato da Reuters publicado na noite de 28/9, estava em torno de 101,27 pontos, próximo do maior patamar em dois meses. Esse dado é referência da noite anterior, não um tick das 7h de hoje. A trajetória do DXY e do juro de dez anos será relevante para o USD/BRL e os juros futuros brasileiros. No fechamento de segunda-feira, o dólar comercial estava perto de R$ 5,22, conforme a B3; não há aqui uma cotação à vista validada para a abertura desta terça.

Commodities e cripto: petróleo firme, minério sob pressão

O conflito diplomático no Oriente Médio continua a sustentar o prêmio de risco do petróleo. Em atualização de 28/9 às 13h33 de Brasília, a Reuters apontava Brent a US$ 105,13 por barril e WTI a US$ 92,70, após ambos devolverem parte da alta. A indicação asiática desta terça seguia com Brent acima de US$ 100 e WTI acima de US$ 90, segundo nota matinal da FXCM, mas sem carimbo intradiário suficientemente preciso para publicar casas decimais como preço das 7h. Discursos ou negociação efetiva entre Washington e Teerã podem mudar rapidamente esse quadro.

No minério de ferro, a referência verificável é o fechamento de 28/9 do contrato I2701 em Dalian: 705 yuans por tonelada, queda de 0,91%, de acordo com a SMM. Na SGX, o contrato novembro/26 aparecia a US$ 94,90 por tonelada na atualização exibida para 29/9 às 5h14 em Singapura — ainda 18h14 de 28/9 em Brasília —, segundo a bolsa de Singapura. São contratos, moedas e horários distintos; não se deve comparar os dois valores como variação de preço. O cobre de três meses na LME havia fechado a sessão anterior em US$ 14.478 por tonelada, baixa de 1,05%, segundo a SMM. O ouro continuava sensível ao dólar e aos Treasuries; sem um preço spot simultâneo confirmado, fica no radar, sem cotação pontual neste resumo.

Nas criptomoedas, consultas de mercado nesta manhã indicavam Bitcoin perto de US$ 84,2 mil e Ethereum perto de US$ 2,7 mil, mas são ativos negociados 24 horas e esses níveis mudam a cada instante. Trate-os como faixas indicativas da manhã, não como fechamento ou preço executável.

Brasil e ativos em Nova York

O Ibovespa encerrou 28/9 aos 182.991,13 pontos, baixa de 0,26%. Na sessão regular de Nova York do mesmo dia, o ETF brasileiro EWZ fechou a US$ 36,21, queda de 1,66%; as ADRs VALE, a US$ 13,59, PBR, a US$ 20,65, e ITUB, a US$ 8,00. Petrobras preferencial (PBR.A), Bradesco (BBD), Ambev (ABEV), Gerdau (GGB) e CSN (SID) também entram no acompanhamento. Esses são fechamentos regulares de 28/9, não preços de pré-mercado de 29/9. Não havia pré-mercado com horário e volume suficientemente verificáveis para publicar variações dessas ADRs nesta edição.

A leitura para a B3 é condicional: Treasury e dólar globais mais fortes podem pressionar Ibovespa e DI, ao passo que o petróleo elevado pode dar suporte relativo a petrolíferas e aumentar o debate sobre inflação e combustíveis. O minério mais fraco pode limitar mineradoras e siderúrgicas. Uma abertura negativa de futuros americanos não determina, por si só, o fechamento brasileiro. Para comparar a evolução dos riscos, veja o resumo de ontem.

Agenda: IGP-M, emprego, JOLTS e confiança

  • 8h, Brasília: FGV divulga IGP-M de setembro, além de sondagens de comércio e serviços, conforme o calendário oficial. O IGP-M de agosto havia recuado 0,22%; o dado novo ainda não havia sido publicado no horário de referência deste texto.
  • Hoje: o IBGE programa a PNAD Contínua mensal referente a agosto. Confira o horário final no calendário do instituto.
  • 10h, Brasília: índice Case-Shiller de preços de imóveis nos EUA, segundo o calendário do Financial Juice.
  • 11h, Brasília: JOLTS de agosto, às 10h de Nova York, e confiança do consumidor do Conference Board. O Financial Juice indicava expectativa de cerca de 7,23 milhões de vagas e índice de confiança de 89, respectivamente; são consensos, não resultados.

Política que pode fazer preço

Pesquisas divulgadas na segunda-feira entram na avaliação de prêmio de risco doméstico, mas não justificam atribuir uma variação específica da B3 a uma sondagem isolada. Em cenário de segundo turno da Quaest, Lula e Flávio Bolsonaro aparecem com 42% cada. O levantamento ouviu 2.004 pessoas entre 24 e 27/9, margem de dois pontos percentuais; a reportagem informa registro TSE BR-06520/2026. Na pesquisa Datafolha, o cenário estimulado de primeiro turno mostra Lula com 40% e Flávio com 36%; foram 2.002 entrevistas presenciais em 22 e 23/9, margem de dois pontos, com registro informado BR-00304/2026. São institutos, datas e perguntas diferentes; não se deve compará-los como uma série única. O registro pode ser consultado no PesqEle do TSE.

Novidades fiscais, propostas econômicas, declarações de candidatos e reações institucionais podem afetar dólar, curva de juros e setores da B3. Até que surja evidência de reação de preço, a relação é um cenário a monitorar, não uma causalidade confirmada.

O que observar na abertura

O primeiro teste será a combinação entre IGP-M, USD/BRL e DI. Depois, JOLTS e confiança americana podem alterar a leitura para o Federal Reserve e mover Treasuries, DXY e futuros de ações. Petróleo, minério, EWZ e ADRs precisam ser rechecados quando houver negócios efetivos com horário e volume. Este material é informativo e não constitui recomendação de investimento.

Fontes

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