Mercado hoje: pesquisa Atlas, Treasuries e petróleo testam a B3

Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, juros americanos e petróleo acima de US$ 100 pautam a abertura da B3. Veja cotações com horário, agenda e os pontos de atenção para Ibovespa, dólar e juros.

Referência: 7h17 de 24 de setembro de 2026, horário de Brasília. A B3 chega à quinta-feira sob o efeito combinado da pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada ontem, dos juros elevados dos títulos dos Estados Unidos e do petróleo novamente acima de US$ 100. O levantamento reduziu a diferença entre Lula e Flávio Bolsonaro no primeiro turno e apontou empate técnico em uma simulação de segundo turno. A pesquisa é um fator de atenção para ativos domésticos, mas não explica sozinha os preços: o dólar forte, os Treasuries e o risco geopolítico também pesam.

Na quarta-feira, o Ibovespa caiu 0,86%, para 185.814,09 pontos, e o dólar comercial subiu 1,27%, para R$ 5,169. Esses são fechamentos de 23 de setembro, não cotações da abertura de hoje. Antes do pregão brasileiro, o EWZ e a ADR da Vale recuavam no pré-mercado de Nova York, enquanto a Petrobras mostrava alta. Para o investidor local, a abertura deve testar ações ligadas a commodities, dólar e juros futuros em direções possivelmente diferentes.

Pesquisa eleitoral entra no radar da B3

A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, realizada entre 17 e 22 de setembro com 5.015 entrevistados, mostrou Lula com 45,8% e Flávio Bolsonaro com 43,4% no cenário de primeiro turno. Em uma simulação de segundo turno, os percentuais foram de 47,7% e 47,4%, respectivamente: diferença dentro da margem de erro informada de um ponto percentual. O levantamento foi divulgado em 23 de setembro, portanto não é uma pesquisa nova desta manhã. Uma sondagem Real Time Big Data é esperada para hoje, mas seus resultados ainda não haviam sido divulgados até esta referência.

Pesquisas podem mudar as expectativas para política fiscal, juros e empresas estatais, o que tende a afetar câmbio, curva de juros e ações. A reação, contudo, depende do conjunto das notícias e da liquidez do momento. A edição anterior do Mercado Hoje acompanhou o dólar, o petróleo e a reação inicial da B3 ao levantamento.

Bolsas globais, dólar e Treasuries

Os futuros americanos apontavam baixa na manhã: Dow Jones em torno de -0,45%, S&P 500 de -0,60% e Nasdaq de -0,97%, conforme atualização das 6h47. Na Europa, o Stoxx 600 recuava cerca de 0,5%, com quedas também em Frankfurt, Paris e Londres. A combinação de petróleo caro e juros americanos elevados pressiona ativos de risco. O rendimento do Treasury de dez anos permanecia na região de 5,1%; o juro de dois anos seguia elevado após indicadores de atividade e comentários do Federal Reserve que reduziram a expectativa de alívio monetário próximo.

O índice do dólar (DXY) estava em 101,05 pontos na atualização internacional consultada durante a madrugada brasileira, depois de alcançar 101,23 na véspera. A referência mais recente para o dólar à vista no Brasil é o fechamento de quarta-feira, R$ 5,169; o mercado local ainda não estava aberto no horário deste resumo. Não se deve confundir esse fechamento com uma cotação negociada hoje.

Na Ásia, o quadro foi desigual: Xangai caiu 1,22%, Hong Kong perdeu 0,29% e o Nikkei subiu 0,76%, segundo o resumo disponível às 6h47. A bolsa sul-coreana permaneceu fechada por feriado. Os mercados monitoram também as negociações entre Estados Unidos e China e os desdobramentos do conflito no Oriente Médio.

Petróleo acima de US$ 100; minério estável em Dalian

AtivoReferência verificadaVariaçãoHorário e condição
BrentUS$ 103,51 por barril+0,4%Futuro, Reuters, 3h30 de Brasília
WTIUS$ 92,51 por barril+0,4%Futuro, Reuters, 3h30 de Brasília
Minério de ferro em Dalian713,50 yuans por toneladaestávelContrato principal, fechamento chinês
Minério de ferro em SingapuraSem cotação atual confirmada—Contrato e horário não validados no feed acessível
Ouro à vistaUS$ 4.291,48 por onçaperto da estabilidadeReuters, 2h12 de Brasília
CobrePressionado pelo dólar e juros—Sem contrato e horário comparáveis confirmados

O petróleo segue sujeito a mudanças rápidas. A cotação da Reuters acima é um retrato das 3h30, não uma atualização das 7h17. Notícias sobre a diplomacia com o Irã e o risco de oferta na região podem alterar os preços ao longo da manhã. Em Dalian, o contrato principal de minério terminou estável a 713,50 yuans por tonelada. Para Singapura, preferimos não publicar um número defasado ou um preço físico como se fosse futuro negociado na SGX.

Criptomoedas, EWZ e ações brasileiras em Nova York

Por volta das 7h17, o Bitcoin estava próximo de US$ 83.234, queda de 3,02%, e o Ethereum, de US$ 2.638,79, baixa de 3,41%. As cotações são voláteis e independentes da abertura da B3.

AtivoÚltimo preçoVariação ante o fechamento regularÚltimo negócio no pré-mercado (Brasília)
EWZUS$ 37,37-2,31%7h02
Vale (VALE)US$ 13,82-2,54%6h43
Petrobras (PBR)US$ 21,14+1,97%6h14

São negócios de pré-mercado, com liquidez potencialmente baixa; não equivalem ao preço de abertura regular nem à variação das ações na B3. Para Itaú, Bradesco, Ambev, Gerdau e CSN, não havia negócio pré-mercado verificável no feed consultado até o horário de referência, por isso não atribuímos uma cotação atual a essas ADRs.

Agenda do Brasil e dos Estados Unidos

No Brasil, o Banco Central divulga o Relatório de Política Monetária do terceiro trimestre às 8h e realiza entrevista às 11h. A FGV também tem indicadores de confiança do consumidor e inflação semanal na agenda. Nos Estados Unidos, pedidos semanais de seguro-desemprego e conta corrente saem às 9h30 de Brasília; vendas de imóveis novos, às 11h. Os horários devem ser conferidos antes de operar, pois publicações e revisões podem ocorrer depois desta edição. Na sexta-feira, o IPCA-15 brasileiro é mais um teste para a curva de juros.

Leitura para Ibovespa, dólar e juros

O EWZ fraco e os futuros americanos em queda sugerem cautela para o Ibovespa, mas a Petrobras pode encontrar suporte no petróleo e contrabalançar parte da pressão. A Vale tende a refletir tanto o minério estável em Dalian quanto o apetite global por risco. O dólar à vista e os juros futuros brasileiros podem reagir ao relatório do Banco Central, aos Treasuries, aos dados americanos e às notícias políticas. A leitura é condicional: sem abertura da B3, não há direção confirmada para o pregão.

Fontes

AtlasIntel/Bloomberg — pesquisa nacional de 23/9; Exame — primeiro turno; Exame — segundo turno; Financial Juice — noticiário e agenda; InfoMoney — mercados globais; Agência Brasil — fechamento brasileiro; Reuters — petróleo; Reuters — ouro; ChinaFXTools — Dalian; Banco Central — relatório; FGV — calendário.

Conteúdo jornalístico e informativo, sem recomendação de investimento.

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