Mercado hoje: Flávio ganha terreno nas pesquisas e petróleo ronda US$ 100

Veritá, Quaest e BTG/Nexus mostram a disputa presidencial mais apertada após o feriado. Petróleo perto de US$ 100 e minério em alta entram no radar da B3.

Lula e Flávio Bolsonaro em composição editorial diante de Brasília e de um gráfico abstrato.
Imagem ilustrativa gerada por inteligência artificial.

Resumo do mercado de 8 de setembro de 2026 — pré-abertura da B3. Notícias e cotações consultadas até 7h40, no horário de Brasília. Preços intradiários e de pré-mercado podem mudar ao longo da sessão.

O mercado hoje reabre no Brasil depois do feriado com dois vetores capazes de mexer com a B3. No cenário doméstico, três pesquisas divulgadas entre domingo e esta terça-feira mostram uma corrida presidencial mais apertada e sinais de recuperação de Flávio Bolsonaro em parte das séries. No exterior, ataques a instalações de energia na Arábia Saudita levaram o petróleo de volta à região de US$ 100 por barril e reforçaram o risco de inflação.

O intervalo do feriado importa. A B3 não negociou na segunda-feira, 7 de setembro, e Wall Street também ficou fechada pelo Labor Day. Por isso, pesquisas eleitorais, emprego americano, tensão no Oriente Médio e novos dados da China chegam juntos à formação de preços desta terça-feira. Não é possível atribuir antecipadamente a reação do Ibovespa a uma única manchete.

Às 7h40, o quadro externo era misto: o petróleo subia mais de 2%, o minério de ferro avançava em Dalian e Singapura, o cobre tocava níveis recordes em Londres e o iene ganhava força com apostas em alta de juros no Japão. Em contrapartida, bolsas asiáticas e parte da Europa recuavam, enquanto os futuros americanos divergiam. O payroll forte divulgado na sexta-feira também mantinha os rendimentos dos Treasuries elevados.

Pesquisas divulgadas no feriado entram no preço da B3

O noticiário eleitoral ganhou relevância porque os levantamentos chegaram quando o mercado local estava fechado. A leitura correta não é somar resultados de institutos diferentes nem tratar oscilações dentro da margem de erro como mudanças definitivas. O sinal comum é que o segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro permanece competitivo; em algumas séries, o candidato do PL recuperou terreno.

PesquisaDivulgaçãoSegundo turno Lula x FlávioLeitura da rodada
VeritáDomingo, 6/9Flávio 48,5% x Lula 43,1%Flávio aparece numericamente à frente
Genial/QuaestSegunda, 7/9Lula 41% x Flávio 41%Empate numérico; vantagem de Lula observada em julho desapareceu
BTG/NexusTerça, 8/9Flávio 46% x Lula 45%Flávio passa à frente numericamente, dentro da margem de erro

A Veritá ouviu 3.804 eleitores entre 1º e 4 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-09426/2026. Além da vantagem numérica de Flávio no segundo turno, o instituto mostrou empate técnico no primeiro: Flávio marcou 38,9% e Lula, 38,4%.

A Genial/Quaest, divulgada durante o feriado, registrou 41% para cada candidato no segundo turno. Em julho, a mesma série mostrava Lula com 45% e Flávio com 37%. Na rodada anterior, de 2 de setembro, o placar era 42% a 41%. As variações entre rodadas ficaram dentro da margem de erro, mas a distância numérica caiu de forma persistente.

No primeiro turno da Quaest, Lula tem 36%, Flávio 29% e Augusto Cury 8%. O presidente oscilou de 37% para 36%, enquanto Flávio permaneceu em 29% no cenário comparável. Foram 2.004 entrevistas presenciais entre 3 e 6 de setembro, com margem de dois pontos e confiança de 95%. O registro BR-01720/2026 foi conferido diretamente no PesqEle do TSE, que informa divulgação em 7 de setembro e abrangência nacional.

A rodada BTG/Nexus, publicada nesta manhã, reforçou o sinal de recuperação de Flávio. No cenário principal estimulado de primeiro turno, Lula marcou 38% e Flávio 35%; o candidato do PL subiu dois pontos ante a rodada anterior. No segundo turno, Flávio passou de 45% para 46%, e Lula de 46% para 45%. O instituto ouviu 2.002 pessoas por telefone entre 4 e 7 de setembro, com margem de dois pontos.

Os três levantamentos têm amostras, métodos e questionários próprios. Todos os resultados de segundo turno citados estão dentro ou próximos das respectivas margens de erro; são fotografias do período de coleta, não previsões do resultado da eleição. Para os ativos brasileiros, o canal econômico é a percepção dos investidores sobre política fiscal, juros de longo prazo, regras para estatais e ambiente regulatório a partir de 2027. Esse canal deve ser observado nos preços efetivos da B3, do dólar e dos DIs durante o pregão, sem confundir correlação com causalidade.

Petróleo perto de US$ 100 aumenta o risco de inflação

O petróleo subia depois de uma onda de ataques dos houthis contra instalações de energia e cidades no sul da Arábia Saudita. Segundo a Associated Press, os ataques atingiram instalações de petróleo e serviços públicos, deixaram dezenas de feridos e provocaram suspensão temporária de operações em alguns locais. O episódio elevou o risco de interrupção adicional de oferta em uma região já afetada pelo conflito.

Às 7h27, o Brent para novembro era negociado a US$ 98,40 por barril, alta de 2,20%. O WTI para outubro marcava US$ 93,67, avanço de 2,39%. A Reuters informou que o Brent tocou o maior nível em seis semanas, enquanto combustíveis físicos também refletiam aperto de oferta.

Para a Petrobras, a alta do barril é um suporte operacional, mas a reação da ação também depende da política de preços, do câmbio e do risco doméstico. Para a economia, petróleo persistentemente caro pode pressionar combustíveis, fretes e expectativas de inflação — combinação relevante para a curva de juros brasileira e para as decisões do Federal Reserve.

Minério sobe em Dalian e Singapura; cobre avança

O minério de ferro terminou a sessão chinesa em alta. Em Dalian, o contrato mais negociado, I2701, para janeiro de 2027, fechou em 744,50 yuans por tonelada. A variação foi de +1,36% sobre o ajuste anterior de 734,50 yuans, com máxima de 745 e mínima de 734,50. A referência foi conferida na Sina Finance, com horário final às 4h05 de Brasília.

Em Singapura, o contrato FEF2610, de outubro de 2026, para minério de 62% de teor, marcava US$ 100,75 por tonelada, alta de 0,43% sobre US$ 100,32. A cotação da Tiger Brokers era atrasada e tinha referência das 7h09. Separar contratos e bases de comparação evita misturar o fechamento de Dalian com uma cotação intradiária da SGX.

Os dados de comércio exterior da China deram suporte ao complexo de commodities. Em agosto, as exportações chinesas cresceram 25% em 12 meses e as importações avançaram 28,2%; o superávit comercial foi de US$ 119,1 bilhões, segundo a Associated Press e dados oficiais chineses. O cobre Comex para dezembro estava em US$ 6,8175 por libra, alta de 2,02%, às 7h27. Em Londres, a Reuters registrou máxima recorde de US$ 14.624 por tonelada.

Commodity / contratoCotaçãoVariaçãoReferência em Brasília
Minério Dalian — I2701, janeiro/2027CNY 744,50/t+1,36%Fechamento, 4h05; sobre ajuste anterior
Minério SGX 62% — FEF2610, outubro/2026US$ 100,75/t+0,43%7h09; intradiário atrasado
Brent — novembro/2026US$ 98,40/barril+2,20%7h27; intradiário
WTI — outubro/2026US$ 93,67/barril+2,39%7h27; intradiário
Ouro Comex — dezembro/2026US$ 4.444,50/onça-troy−0,72%7h27; intradiário
Cobre Comex — dezembro/2026US$ 6,8175/libra+2,02%7h27; intradiário

Bolsas globais, Treasuries, DXY e real

Na Ásia, a valorização do iene pressionou exportadoras japonesas. O Nikkei 225 caiu 1,55%; o Hang Seng recuou 1,30%; o Kospi perdeu 0,58%. Xangai seguiu na direção contrária e subiu 0,32%. O Financial Juice destacou a expectativa de alta de juros pelo Banco do Japão, e a Reuters informou que o iene acumulava valorização próxima de 4% em uma semana.

Na Europa, o DAX cedia 0,20% às 7h22, enquanto o Euro Stoxx 50 e o FTSE 100 oscilavam perto da estabilidade. Nos Estados Unidos, o futuro do S&P 500 caía 0,20%, o do Dow Jones recuava 0,70% e o do Nasdaq 100 subia 0,13%. A divergência mostra que o risco não estava distribuído de forma uniforme entre os setores.

Mercado / contratoNívelVariaçãoReferência em Brasília
Nikkei 225 — Japão65.370,42−1,55%Fechamento de 8/9
Hang Seng — Hong Kong25.317,18−1,30%Fechamento de 8/9
Shanghai Composite — China3.942,54+0,32%Fechamento de 8/9
Kospi — Coreia do Sul6.954,52−0,58%Fechamento de 8/9
Euro Stoxx 506.404,31Estável8/9, 7h22; intradiário
DAX — Alemanha25.955,01−0,20%8/9, 7h22; intradiário
FTSE 100 — Reino Unido10.822,40Estável8/9, 7h22; intradiário
S&P 500 futuro — setembro/20267.706,75−0,20%8/9, 7h27; intradiário
Nasdaq 100 futuro — setembro/202629.604,25+0,13%8/9, 7h27; intradiário
Dow Jones futuro — setembro/202653.068−0,70%8/9, 7h27; intradiário

O Treasury de dez anos rendia 4,804%, alta de aproximadamente dois pontos-base no dia, segundo a Reuters. O papel de dois anos havia encerrado a sexta-feira em 4,37%, conforme a série diária do mercado de Treasuries; ainda não havia fechamento oficial de terça. A curva segue em níveis elevados depois que o payroll de agosto mostrou criação de 162 mil vagas e manteve aberta a possibilidade de alta de juros pelo Fed.

O DXY recuava 0,21%, a 98,97 pontos, às 7h28. O USD/BRL indicativo estava em R$ 5,1257 às 7h02, praticamente estável, ainda antes da abertura do dólar comercial no Brasil. O Ibovespa havia encerrado a sexta-feira em 185.147 pontos, com leve baixa de cerca de 0,02%.

Bitcoin, Ethereum e fluxos de ETFs

O Bitcoin era negociado perto de US$ 78,7 mil, queda de 0,90% em 24 horas, enquanto o Ethereum rondava US$ 2.485, baixa de 0,17%. As cotações foram consultadas por volta das 7h35 e usam uma janela móvel de 24 horas.

Nos ETFs americanos à vista, a última sessão concluída, em 4 de setembro, registrou entrada líquida de US$ 174,6 milhões em Bitcoin e de US$ 25,9 milhões em Ethereum, segundo as tabelas da Farside para BTC e da Farside para ETH. Não houve pregão na segunda-feira nos Estados Unidos; portanto, não existem fluxos de 7 de setembro a atribuir aos ETFs.

EWZ e ativos brasileiros em Nova York

O pré-mercado americano sugeria sinal positivo para parte dos ativos brasileiros, mas com negócios esparsos e sem volume consolidado divulgado pela fonte. As variações abaixo comparam a última cotação observada antes da abertura com o fechamento regular de 4 de setembro.

Ativo nos EUAÚltimo preçoVariação sobre 4/9Horário do negócio — Brasília
EWZ — ETF BrasilUS$ 38,28+1,11%7h05
VALE — ValeUS$ 15,44+1,11%6h36
PBR — Petrobras ONUS$ 20,55+2,14%7h37
PBR.A — Petrobras PNUS$ 18,63+2,08%6h57
ITUB — Itaú UnibancoUS$ 8,17+0,25%5h40
BBD — BradescoUS$ 3,50+0,86%6h22
ABEV — AmbevUS$ 3,04+0,66%6h16
NU — Nu Holdings, ação e não ADRUS$ 15,44+0,46%7h34
GGB — GerdauSem negócio observado—Até 7h40
SID — CSNSem negócio observado—Até 7h40

As cotações foram consultadas no Yahoo Finance. Os horários diferentes e a ausência de volume consolidado reforçam que essa tabela é um retrato de pré-mercado de baixa liquidez, não uma previsão da abertura da B3. O EWZ fechou a sexta-feira a US$ 37,86; VALE, a US$ 15,27; e PBR, a US$ 20,12.

Agenda econômica de 8 de setembro

Brasil — horário de Brasília

HorárioEventoSituação às 7h40
8h00IGP-DI de agosto, IPC-S e IVAR — FGVA divulgar
ManhãRelatório Focus, adiado pelo feriadoA divulgar
15h00 a 18h30Balança comercial parcial de setembro — MDICA divulgar

Os horários dos indicadores da FGV constam do calendário do FGV IBRE. O Focus será acompanhado sobretudo pelas projeções de IPCA, Selic, PIB e câmbio, que ajudam a calibrar a curva de juros local.

Estados Unidos — horário de Brasília

HorárioEventoReferência
7h00NFIB — confiança das pequenas empresas98,7; consenso 99,3; anterior 99,8
12h00Expectativa de inflação de um ano — Fed de Nova YorkConsenso 3,6%; anterior 3,63%
14h00Leilão de Treasury de três anosYield anterior 4,291%
16h00Crédito ao consumidorConsenso US$ 11,67 bi; anterior US$ 14,17 bi
17h30Estoques de petróleo — APIApós o fechamento

O calendário e os consensos foram conferidos no Financial Juice. O próximo grande teste americano será o CPI de agosto, na sexta-feira, 11 de setembro, às 9h30 de Brasília.

Leitura para Ibovespa, dólar e juros

Para o Ibovespa, há forças em direções opostas. Minério e petróleo em alta oferecem suporte a Vale e Petrobras, ações de grande peso no índice. Em sentido contrário, juros globais elevados, bolsas externas mais fracas e risco geopolítico podem limitar o apetite por risco. O noticiário eleitoral acrescenta volatilidade potencial a estatais, bancos e empresas domésticas, mas a direção precisa ser confirmada pelo fluxo do pregão.

Para o dólar, o DXY mais fraco é um alívio parcial, enquanto petróleo caro e incerteza política podem elevar a demanda por proteção. A abertura do mercado local será mais informativa do que a cotação indicativa anterior às 8h. No câmbio, é importante separar o movimento global do dólar da reação específica ao Brasil.

Para os juros futuros, petróleo perto de US$ 100 e Treasury de dez anos acima de 4,8% formam um vetor de pressão. Os dados da FGV e o Focus podem reforçar ou suavizar esse movimento. A política entra sobretudo pela expectativa fiscal: pesquisas eleitorais fazem preço quando alteram a percepção sobre o caminho de despesas, receitas, dívida e governança econômica do próximo governo.

Conteúdo jornalístico e informativo. Não constitui recomendação de investimento.

Fontes

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