Pesquisa mostra empate técnico entre Lula e Flávio; juros pressionam Europa

A RealTime Big Data mostra Lula com 43% e Flávio Bolsonaro com 39% no primeiro turno; no segundo, Flávio marca 46% e Lula 45%, em empate técnico. Juros dos EUA pressionam a Europa enquanto a Ásia avança com tecnologia.

Atualizado em 1º de outubro, às 08h24 (Brasília). Os números abaixo têm bases e horários distintos: fechamentos de 30 de setembro, pré-mercado e cotações atrasadas estão identificados para não parecerem simultâneos.

A pesquisa presidencial divulgada pela RealTime Big Data mostra Lula numericamente à frente no primeiro turno e empate técnico com Flávio Bolsonaro nas duas simulações. No exterior, juros longos dos EUA em máximas de vários anos pressionam as ações europeias; na Ásia, tecnologia impulsionou Japão e Coreia do Sul, mas o fechamento foi misto.

Pesquisa Lula x Flávio: empate técnico na reta final

Divulgado nesta quinta-feira, três dias antes do primeiro turno de domingo, 4 de outubro, o levantamento indica Lula com 43% e Flávio Bolsonaro com 39% no cenário estimulado de primeiro turno. No segundo turno, Flávio tem 46% e Lula, 45%.

CenárioLulaFlávio BolsonaroLeitura
1º turno estimulado43%39%Empate técnico informado na divulgação
2º turno45%46%Diferença de um ponto, dentro da margem

A RealTime Big Data entrevistou 2.000 eleitores de 26 a 30 de setembro. A divulgação informa margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%; o registro no TSE é BR-09503/2026. A ficha do PesqEle descreve coleta mista, por telefone e digital, com entrevistadores humanos e recursos de inteligência artificial. Portanto, não é correto resumir o método como exclusivamente telefônico.

Pesquisa é uma fotografia dos cenários testados, não previsão do resultado. Na reta final, dados eleitorais podem alterar expectativas sobre política fiscal, estatais e regulação, mas não se deve atribuir movimento de preço a um levantamento isolado sem evidência de reação dos ativos.

Ásia: chips impulsionam Japão e Coreia; China fecha

No fechamento reportado pela Associated Press às 00h19 de Brasília, o Nikkei 225 avançou 3,3%, para 68.956,72 pontos, e o Kospi subiu 2,0%, a 6.971,35. O S&P/ASX 200 da Austrália perdeu quase 2%, para 8.614,40. A demanda por ações de chips e inteligência artificial sustentou Japão e Coreia do Sul. Xangai e Hong Kong ficaram fechadas pelo feriado chinês.

Europa: juros soberanos levam o STOXX 600 a mínima de meses

Às 08h40 GMT (05h40 em Brasília), o STOXX 600 caía 1,4%, para 626,29 pontos, menor nível em mais de três meses. Bancos recuavam 3,2% e mineradoras, 2%, segundo a Reuters. Em um retrato anterior, às 00h19 de Brasília, CAC 40, DAX e FTSE 100 também operavam em baixa. Rendimentos mais altos, preocupações com energia e inflação e dúvidas sobre o crescimento pesaram sobre a região. O desemprego da zona do euro ficou em 6,4%, em linha com a leitura e a previsão citadas no calendário.

Estados Unidos: Treasuries, dólar e futuros

Segundo a Reuters, por volta de 06h18 de Brasília, os rendimentos do Treasury de 10 e 30 anos chegaram a 5,32% e 5,66%, máximas desde 2002. O DXY tocou 101,66 na negociação asiática, maior nível desde 25 de junho; trata-se do pico reportado, não de uma cotação ao vivo às 08h24. Juros longos mais altos elevam o custo de capital e mantêm a taxa de desconto no centro das avaliações de risco.

Antes da abertura regular de Wall Street, a Reuters descreveu os futuros do Dow em mínima de mais de três meses e os E-mini do Nasdaq 100 em alta de 0,29% no retrato das 06h18 de Brasília. Mais cedo, a AP registrou Dow futuro -0,4% e S&P 500 futuro praticamente estável. A resiliência da tecnologia após os resultados da Micron contrasta com a pressão dos rendimentos; o mercado à vista americano ainda não havia aberto na atualização desta matéria.

Moedas, commodities e criptoativos

AtivoReferênciaData e status
USD/BRLR$ 5,1744Fechamento de 30/9 no histórico cambial
Brent, dezembroUS$ 98,03/barril (+1,9%)Liquidação de 30/9, contrato mais ativo
Brent, novembroUS$ 103,50/barril (+0,9%)Liquidação de 30/9, contrato que expirava
WTI, novembroUS$ 90,42/barril (+1,16%)Liquidação de 30/9
OuroUS$ 4.186,70/oz (+0,17%)Fechamento de 30/9
Cobre COMEXUS$ 6,62/lb (+0,27%)Fechamento de 30/9
Minério SGX, 62%, outubroUS$ 96,65/t (-1,58%)Último quadro contratual disponível; dado atrasado, não intradiário confirmado
Minério Dalian, I2701¥ 702,5/t (+0,14%)Fechamento de 30/9; bolsa fechada de 1º a 7/10
Bitcoin / EthereumUS$ 83.767 / US$ 2.695,07Captura do provedor nesta atualização; mercado cripto 24h

Os contratos de Brent diferem por vencimento: novembro expirou em 30 de setembro, enquanto dezembro era o mais ativo. A Reuters associou a alta do dia anterior à tensão nas conversas EUA-Irã e ao aperto nos combustíveis; o aumento inesperado dos estoques americanos conteve parte da pressão. No minério, Dalian encerrou a última sessão antes do feriado em alta; reabre em 8 de outubro. A referência da SGX é atrasada e não deve ser tratada como negócio ao vivo.

Brasil: último fechamento da B3 e ADRs antes da abertura

O Ibovespa fechou 30 de setembro aos 186.340,46 pontos, alta de 1,37% no dia e de 5,03% no mês, segundo a B3. O histórico cambial consultado mostra USD/BRL a R$ 5,1744 no fechamento de 30 de setembro; provedores e modalidades de dólar podem divergir ligeiramente.

Nos últimos negócios estendidos antes da sessão regular dos EUA, entre 08h00 e 08h11 de Brasília, o EWZ marcava US$ 37,25 (+2,17%), Vale ADR US$ 13,41 (+0,86%), Petrobras ADR US$ 20,87 (+1,16%) e Itaú ADR US$ 8,53 (+5,69%). São referências pré-abertura, não fechamentos oficiais nem preços atuais da B3. Para Ibovespa, dólar e juros locais, pesquisa eleitoral, Treasuries, câmbio, petróleo e minério formam o radar, sem determinar por si sós a direção do pregão.

Agenda econômica de hoje

O calendário acompanhado pelo Financial Juice prevê PMI industrial do Brasil às 10h de Brasília. Nos EUA, pedidos semanais de auxílio-desemprego às 09h30, PMI industrial final às 10h45, ISM industrial, preços pagos e gastos com construção às 11h; Christopher Waller, do Federal Reserve, também tem fala prevista às 11h. O payroll americano entra no radar de sexta-feira, 2 de outubro, às 09h30.

Leitura para o pregão: o exterior combina tecnologia asiática resiliente, queda europeia sob juros longos e futuros dos EUA mistos. No Brasil, a pesquisa acrescenta risco político ao radar sem ser sinal isolado de preço. Petróleo, minério, dólar e Treasuries devem ser comparados por contrato, horário e status da sessão. Conteúdo informativo, sem recomendação de investimento.

Leia também: PMI da China, PCE dos EUA e o fechamento dos mercados em 30 de setembro.

Fontes

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